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Por que existem tantas religiões?

Por que existem tantas religiões?

Thoth (Por Sacerdote Gérard, em 15jul2007)

Thoth não perdia tempo quando os discípulos estavam ao seu redor. Tratava de instruí-los. “Meu nome é trabalho”, repetia. E trabalho de Mestre, não se enganem, também requer persistência, tolerância, entrega, amor. Assim, jorrava vivências, aproveitava os ouvidos ali reunidos. Quando em silêncio percebia que a conversa estava descambando para amenidades ou frivolidades, pegava uma brecha e retomava o propósito.

Com elegância, combatia as distrações, as fugas características de reuniões em que a mensagem de fundo é aquela que leva o ouvinte a se dar conta da imensa obra de automodificação que deverá empreender. Enquanto houvesse um interessado, e na melhor tradição oral da transmissão de conteúdos iniciáticos, entregava tudo o que podia, sempre ressaltando que o teor de sua fala era “dado” pelo invisível. Tinha um lamento: “Quão triste é ter tanto para dar e tão poucos interessados em receber”.

O texto a seguir resulta de um desses inúmeros encontros. Já vimos a primeira parte AQUI. Agora você fica com a transcrição do lado “B” de uma gravação em fita cassete feita pelo Núcleo Philippe de Lyon, de Belo Horizonte-MG, em 5 de fevereiro de 2002, com cerca de 32 minutos de duração.

Novamente, agradecimento especial da Matriarca Ischaïa à Sacerdotisa Lenise, uma das presentes naquele encontro, por cuidadosamente ter preservado e entregue este material ao acervo Expectante. Em breve, a transcrição da fita 2, de 2003.

(No momento em que o gravador é acionado, o Patriarca e Grão-Mestre está falando sobre paramentos utilizados nas reuniões d’A Grande Ordem dos Cavaleiros de Philippe de Lyon, mas muitos outros assuntos são abordados na palestra.)


Por que existem tantas religiões?

Thoth – A flâmula do Cavaleiro de 1º Grau, grau da Solidariedade, é branca com uma rosa vermelha no centro. A flâmula do 2º Grau, grau da Fraternidade, é branca com uma rosa amarela no centro. E a flâmula do 3º Grau, Igualdade, é roxa com uma rosa branca no centro. Solidariedade: guerra, luta, rosa vermelha. Solidariedade: criação do amor, porque o amor significa sangue, sangue do amor, sangue do coração. É o sangue da vida. A rosa amarela é a rosa do ouro, que vem coroar a luta que o discípulo passou, que o Cavaleiro venceu na sua batalha triunfante de um ano de trabalho. Então, ele recebe a flâmula amarela. E a flâmula branca sobre o roxo é o grau de ter atingido uma dosagem alta, no plano espiritual, com a rosa branca da paz interna. Simbologia simples, profunda e eloquente. Os outros olham, nada entendem, perfeito, saudações... Beijinho, tchau, até a próxima encarnação.

E o Cavaleiro segue o seu caminho pela estrada afora, levando o seu estandarte do Mestre AMO Philippe, e com a espada flamejante na mão, que é a espada com a luminosidade do amor que ele inculcar. A espada que falo não é aquela... Mas é uma espada diante da qual todos se curvam, porque o amor atinge o coração de cada criatura. Esta é a base do trabalho da Ordem dos Cavaleiros. Esta é a base do trabalho externo individual.

Depois que tem um número de quatro ou cinco Cavaleiros, ou seis Cavaleiros, para formar o seu Triângulo, se eles tiverem possibilidade, arranjam um local para fazer, montar a sua Loja. Ali é que eles vão, então, exercer o cerimonial coletivo d’A Grande Ordem dos Cavaleiros de Philippe de Lyon, que são os ensinamentos, o ritual da Ordem Martinista. Esta Ordem Martinista, como hoje sói acontecer (como hoje é frequente acontecer), como atinge neste momento, hoje nós temos algumas Ordens Martinistas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo, mas todas elas sem redundância. Por quê? Porque as pessoas que usam esse ritual, que usam esse cerimonial, de uma forma simplesmente por terem se filiado à Ordem Martinista, desconhecem a implantação interna. Desconhecem o trabalho profícuo que cada um fez para lançar a solidariedade, a fraternidade e a igualdade. Isso tem muitas bandeiras. Não há uma dissertação desta forma. Eles não dissertam, não ensinam o significado disso. Simplesmente está escrito: Solidariedade, Fraternidade e Igualdade, ou vice-versa, ou outras coisas mais que são as bandeiras lançadas pelas Ordens.

O cerimonial da Ordem Martinista foi feito através do Filósofo Desconhecido, Louis Claude de Saint Martin, Martinez de Pasqually, Papus e outros, e outros e outros lutadores pela vida afora. Para a América do Sul, desde o início do século XX veio para cá o Visconde Albert Raymond Costet de Mascheville, que é o Mestre Cedaior, com seu filho Leo Alvarez, e aqui na América do Sul eles labutaram, trabalharam, sofreram, ficaram na miséria, passaram fome, se soergueram, criaram o Monastério, ensinaram, pintaram e bordaram e foi tudo destruído pela indiferença, pela falta de gratidão, pela falta de amor, pela falta de vontade daqueles discípulos. Porque são muitos os chamados para o banquete na Casa do Pai, porém poucos são os escolhidos. Mesmo entre os escolhidos sempre houve o Lúcifer, o Judas, para trair, para conspurcar, para deteriorar aquela Ordem.

Primeira voz – O Mestre Cedaior era discípulo de Papus?

Thoth – O Mestre Cedaior foi iniciado dentro do trabalho por um discípulo de Papus, que foi Sédir, que foi companheiro de lutas e trabalho de Papus. E Papus foi discípulo do Mestre AMO. De modo que vocês veem a sequência de linha! Porque vai aqui, vai lá, vou onde vier, vêm todos cair dentro do prato onde nós estamos. E o nosso prato está sempre assim, de boca para cima, para alimentar quem quer que seja. Mas existem criaturas que chegam perto do nosso prato com tanta fome que rapam, raspam, comem à vontade, deglutem aquilo de qualquer maneira, aí tomam uma indigestão e não aparecem mais.

Primeira voz – Seguindo a linha, então, como representante do Martinismo na América do Sul o Mestre Cedaior, esse Martinismo então é originário da linha de Papus?...

Thoth – De Papus. Evidentemente...

Primeira voz – ...adaptado  aqui. E existem várias Ordens Martinistas?...

Thoth – Inclusive com nomes falsos, até como gerador Papus... Conheço uma...

Segunda voz – Que todas sigam Papus.

Primeira voz – Porque a gente tem que se precaver, assim, porque são tantas Ordens e nomes...

Thoth – Eu não posso abrir a minha boca para falar do que se passou, do que eu vivi, ao que assisti, porque eu, Thoth, tenho a capacidade e hombridade suficiente para não relatar, não levantar um véu de uma má conduta de quem quer que seja. Tenham cuidado!

Primeira voz – É só para elucidar melhor que a Ordem é originariamente daquela corrente ligada ao AMO Philippe, Papus...

Thoth – Cedaior e Sevãnanda! Inclusive, fui convidado até a quase que deter ou passar o título, passar as coisas para que eles pudessem ter linhagem. Porque falta linhagem a eles. O sujeito só pode ser um bispo, só pode ser um arcebispo com a sua linhagem. Se eles não tiverem a linhagem sucessória, não podem ser. E a linhagem sucessória da Igreja Expectante eu a tenho toda ela cadastrada. Desde Pedro até hoje! A linhagem da Ordem Martinista eu a tenho aqui. Certidões, certificados e diplomas. Eu os trouxe uma ocasião e distribuí, mostrei a vocês na Loja todos eles. Isso está onde? Engavetado. Por quê? Eu sempre lá deixei para poder seguir a linhagem de trabalho dos Mestres, porque todos eles passaram por esta questão, todos eles praticaram com intensidade, porém, eu não... Eu não pratiquei com intensidade porque fui o único animal que se atreveu a dizer (dando uma sonora pancada na mesa, referindo-se ao comando e à Sucessão Apostólica da Igreja Expectante): Isto aqui é meu! Botei a mão em cima da Cruz da Igreja Expectante. Então, não me interessa a cabala, não me interessa a Rosa+Cruz, não me interessa eu ser doutor em cabala, não me interessa isso, não me interessa nada daquilo. Tenho os diplomas, estão guardados, podem ser mostrados depois, para que os posteriores digam: “Ele também foi! Aí, ó”... Então, vai despertar a vontade no indivíduo para fazer alguma coisa. Porque a criatura humana vive muito através de títulos.

Primeira voz – Porque muitas vezes a pessoa tem a tendência a estudar cabala, também, né?

Thoth – E a cabala foi feita através de quem? Quem é? Nós temos livros de Sédir, desta grossura, de Papus, Eliphas Lévi... Desde que o Mestre Sevãnanda me conheceu... Aliás, desde que conheci o Mestre Sevãnanda... Veja como é que é a personalidade do indivíduo, que quer sobrepor, sobrepujar... Eu em primeiro lugar e depois vem a sequência dos outros. Ninguém conta um fato e diz assim: Fulana, Beltrana, Sicrana e eu... Eles dizem logo assim: Eu, Fulano, Beltrano e Sicrano. Valorizando-se primeiro a si mesmo... Corta essa, essa vaidade, esse orgulho pessoal! Aprendam a falar com humildade: Beltrana, Sicrana, Fulana e eu. Mas não... Todo mundo fala da forma inversa. Correto? Em qualquer posição que ele esteja, cita o seu nome em primeiro lugar para depois citar os outros: Eu e Jesus... Pois é! Aí, ele leva paulada. Hoje em dia se fala em Jesus com tanta familiaridade como se falasse Pelé, falasse outro nome.

(Terceira voz pergunta sobre o que é necessário para ingressar n’A Grande Ordem dos Cavaleiros.)

Thoth – Ah, muito encantado, me emocionou. A Grande Ordem dos Cavaleiros de Philippe de Lyon. Para se ingressar n’A Grande Ordem dos Cavaleiros de Philippe de Lyon é necessário um princípio sine qua non, sem isso não entra: ser cristão. Pode ser Batista, pode ser o que for. Basta ser cristão. Acreditar, aceitar o Cristo. O Senhor Jesus-O-Cristo. E lutar para cumprir o Seu Evangelho, os Seus ensinamentos. São as bases fundamentais da Igreja Expectante em todos os sentidos. Sendo cristão, não nos importa a bandeira pela qual ele está sendo acobertado, ele tem ingresso n’A Grande Ordem dos Cavaleiros de Philippe de Lyon. Ele pertencer à Igreja Expectante é outra questão. Não é proibitiva a aceitação de quem quer que seja na Ordem dos Cavaleiros. Não precisa ser Expectante. É preciso frisar bem isso para poder ter uma abertura, uma amplitude maior. Do contrário seria vaidade, orgulho, retenção, possessividade, atrevimento dos membros da Igreja. Por que vamos reter? Eu, Thoth, não oculto nada de ninguém. Se me pergunta, eu abro o verbo, deixo a água correr no ensinamento à vontade... Vocês já me viram reter alguma coisa? Já me viram dizer: “Não, eu não vou poder falar isso porque não posso falar”. Eu abro o verbo, rasgo a fantasia e boto tudo desnudo. A pessoa deve aprender a ter esses conhecimentos para o seu princípio básico, a sua formação. Por quê? Porque o Expectante tem que estar a par de todas as coisas. Por isso está dentro dos nossos Estatutos da Igreja que o Expectante tem liberdade de estudar, analisar, cheirar, apalpar, conhecer todas as religiões. E trazer esses acervos adquiridos para dentro da nossa Igreja, para servir ao acervo espiritual da Igreja. A Igreja não tem acervo material porque não tem posses. Mas tem acervo espiritual. Por isso, nós não aceitamos nada de ninguém, não cobramos nada, só trabalhamos e doamos tudo de graça para as pessoas. E todo aquele que se nos bate à porta, ao entrar, devemos olhá-lo com amor, com carinho, com a igualdade, porque quem não olha para um Noviço que está entrando, uma pessoa que veio nos visitar, com isso está faltando com o respeito a um irmão que está chegando a nossa casa. Que espécie de criatura é essa, de anfitrião, que recebe uma visita com frieza? Temos que olhar com amor, com carinho, com discrição, e apoiar aquela criatura para que ela possa se chegar a nós. Vamos que eu vá lhe visitar. Você chega, olha para mim, faz um olhar daqueles de pouco caso. Eu simplesmente, ao sair da sua porta, vou bater a poeira dos meus sapatos para que o orgulho do seu interior, a vaidade da sua pessoa não venha toldar a minha personalidade, nem a minha individualidade. Deu para sentir a profundidade do ensinamento? Deu para entender onde temos que chegar? Deu para saber que vocês têm que acolher os nossos visitantes com um abraço, com os braços abertos, com amor, com carinho? Isso é uma condição de evolução espiritual. Quem recebe desta forma está recebendo um irmão. Quem recebe um irmão com paz, ele chega com paz. Se receber um irmão com indiferença, vamos colher a indiferença que mandamos para ele dez vezes mais quando formos a um outro lugar. Cuidado com a maneira como vão receber as pessoas. Não nos importam as intenções pelas quais elas vieram. Nos importam, sim, as impressões que elas vão levar daqui para fora. Porque vão levar muito amor, muito carinho, muito ensinamento, muita instrução, a qual poderá servir para uma oportunidade na vida delas. Quem vai à fonte, vai à procura de quê? (Thoth dirige a pergunta a todos que estão sentados à volta da mesa e cada qual opina, de forma inaudível, sobre motivos que levam alguém a procurar, no caso, um Mestre, um religioso.)

Thoth – Aqui vocês encontram a água da vida. Saciem-se dela! Porque, quem bebe desta água não morre no plano espiritual. Quer dizer, morrer, não morre nunca porque a morte é exclusivamente de um corpo que regressa para a vida (espiritual). A vida jamais morre. A vida é eterna. Dentro da Ordem dos Cavaleiros, cada grau leva um ano. E dentro da Igreja Expectante são seis meses para fazer o curso se o indivíduo o fizer direito.

(Nota da Redação: Posteriormente, Thoth alterou este “ritmo” e estabeleceu tempo mínimo de 40 dias entre o avançar de uma Instrução para outra, no Curso de Formação Sacerdotal Expectante. Se o indivíduo o fizer direito, é claro!)

Thoth – Eu tenho pessoas que já estão há vinte anos como noviços. E não as coloquei para fora da Igreja. O dia que elas quiserem retomar o assunto, como fez um dia, após oito anos desaparecido, um noviço, que me deu sinal de vida. Aí dei um grito no telefone: Não é possível que você esteja me telefonando do astral! Você está ainda na Terra, né? Ou será possível que você esteja lá no astral me telefonando? Ele riu, mas não entendeu profundamente o que eu queria dizer. “Eu queria saber do senhor como é que eu vou fazer...”. Como é que você vai fazer? Esquece tudo o que você já fez porque você vai fazer tudo outra vez com maior sacrifício. “Ah, eu vou aí conversar com o senhor”. Está bom. Estou esperando... Porque se eu tomar uma atitude de desligar uma pessoa do caminho onde ela está, eu terei cerceado a liberdade de uma criatura retornar ao caminho novamente. Não fazemos como as outras criaturas fazem. “Ah, não pagou o dízimo?”. Chamam logo a atenção da pessoa e se ela não acertar o que deve colocam o sujeito para fora. Aqui não. Esperamos pacientemente que a pessoa retorne ao seu ponto de partida.

Segunda voz – Mesmo porque, Thoth, é um laço que para ser desatado tem muitas hierarquias que a gente nem consegue acessar só pela nossa vontade, né? Então, tem que ser por ele mesmo.

Thoth – E vocês não sabem, talvez, que, na Igreja Expectante, com a graça de Deus, com a graça do Senhor Jesus-O-Cristo, do Mestre AMO, de todos os Mestres, todas as pessoas que estão vinculadas à Igreja Expectante já lutaram juntas, já estiveram juntas em outras vidas, já se uniram em outras épocas e hoje estão se reencontrando. É o que eu disse em Natal-RN para um camarada: “O senhor pode nos deixar, não tem problema não. O senhor é neutro. Daqui a nem que sejam cinco mil anos você estará junto comigo outra vez. Eu lhe espero. Para mim não tem tempo, nem classe, nem eternidade. Eu vivo nela”. Na roda da vida, na qual a Igreja Expectante representa a roda da vida não como uma simples roda, mas como uma engrenagem penetrando outra engrenagem – esse símbolo foi criado por mim – eu ainda quero pegar uma pessoa para criar uma roda com três rodas, uma passando por dentro da outra. Vocês conhecem essa roda já? Veem como três rodas se igualam se emendando com a outra? Em que as engrenagens se cruzam todas elas entre si. Vou fazer esse símbolo para a Igreja Expectante também. Falta a ida ao cartório e falta o artista para fazer esse trabalho. Um dia alguém vai se propor a fazer isso... Por quê? Porque na roda da vida ela simplesmente vai passando pela periferia. Ela é lisa pela parte de dentro. E as engrenagens, cada vez que uma penetra na outra, vai fundo naquele ciclo de vida. Vai atingir o fundo do poço.

Quarta voz – E as três rodas significam o quê?

(Risadas no ambiente)

Primeira voz – O senhor falou que era uma torneira aberta...

Thoth – Tiraram o tapete de baixo do Patriarca! Gostei dessa. Gostei. Essas três rodas estão representadas exatamente como os três princípios do trabalho da Igreja Expectante. Solidariedade, Fraternidade e Igualdade. Está baseado em quê? Confiança, Sabedoria e Fé. Mudam-se as letras, mudam-se os símbolos, mudam-se as formas em diversos lugares e partes do mundo, porém a fórmula é uma só. É inimitável, inigualável e eterna. Os outros gestos são adaptações a essa fórmula para que cada um possa seguir a sequência das coisas. Vocês já observaram uma coisa importantíssima? Por que existem tantas religiões? Se com uma religião, ou duas religiões, ou três, seria uma religião mundial. Por que existem tantas coisas? Já se deram ao trabalho de perguntar isso? Não podia tudo ser fundido numa coisa só? Mas não pode. Não pode por quê? Porque nós somos criados em grupos. Esses grupos são milhares e milhares e centenas de milhares de criaturas pertencentes a cada grupo. São pessoas que têm seus graus, suas notas musicais, suas sonâncias, suas vibrações. Então, numa ocasião me perguntaram: “Como pode, ô Thoth, você dizer que todas as religiões estão inoculadas dentro da Igreja Expectante?”. Porque, da maneira como você entrar na Igreja Expectante, você vai ouvir a música que você quer ouvir dentro de um só contexto. Então, nós achamos que o mundo é um grande salão de baile onde tocam todas as orquestras, cada uma com as suas vibrações, cada uma com a sua harmonia. E as pessoas correm para os ritmos que mais lhe agradam. Uns gostam de ie-ie-iê, outros de samba, de valsa e assim sucessivamente. As criaturas correm para ouvir a música de sua preferência. Então, esse grande salão de baile não é proibitivo a cada um mudar de sonância para poder viver uma vida ampla, de gozo, conhecimento e sabedoria. São exemplos pequenos que, porém, inoculam no indivíduo uma compreensão mais ampla para que possa ter liberdade para que compreenda porque nem todas as coisas podem ser iguais, porque todas as notas são diferentes. A harmonia e a conjunção de todas as provas é que vai dar a sonata, o samba, a música qualquer que a pessoa queira. Independentemente. Cada um, uma nota.

Segunda voz – As notas são as mesmas...

(Thoth confirma e pergunta se mais alguém entendeu a Instrução)

Quinta voz – E esses que usam, ou melhor, aproveitam-se da boa intenção da pessoa, que estão perdidas querendo uma palavra, ouvir algo. Elas se apoderam e alienam as pessoas...

Thoth – Meu filho, desde que tornaram a religião um negócio, o problema é faturar. E não há mercadoria mais fácil de ser vendida do que mistificar a palavra de Deus. Você encontra profeta em tudo quanto é lado, encontra instrutor de todos os tipos, para todos os lados, mas todos eles vão olhar primeiro para a profundidade do seu rosto para saber o quanto ele pode lhe explorar. Nós aqui não. Aqui você ouve o que é dado intuitivamente.  Oitenta a noventa por cento daquilo que lhes falo é jogado para mim. Eu o transmito para que vocês possam sentir a veracidade daquilo que estou falando. Por aí é comum o “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Eu, Thoth, tenho a hombridade de dizer o seguinte: Faça o que eu digo e verifique o que eu faço.

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