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Solidariedade, Fraternidade e Igualdade

Solidariedade, Fraternidade e Igualdade

THOTH, clicado pelo Sacerdote Gérard, em 22out2005

Palestra de Thoth em MInas Gerais:

O texto a seguir é o resultado da transcrição do lado “A” de uma gravação em fita cassete feita pelo Núcleo Philippe de Lyon, de Belo Horizonte, em 5 de fevereiro de 2002. São cerca de 32 minutos de um áudio já deteriorado pelo tempo. Aplicados filtros e processos de restauração em estúdio profissional (o Alto sempre providencia os meios para que o necessário seja posto na luz), eis que desenterramos mais um “tesourinho Expectante” para o deleite e meditação dos discípulos futuros (nós) do 3º Patriarca.

Após 25 anos de peregrinação para a divulgação da Egrégora Expectante, Thoth ainda encontrava energia para periodicamente viajar e visitar os Núcleos e seus Sacerdotes, Noviços e fiéis que fundou, consagrou e batizou pelo Brasil. Naquela ocasião, o gravador não chegou a pegar a fala do Mestre desde as primeiras palavras, mas dá para deduzir que o assunto da dissertação nasceu de uma pergunta sobre A Grande Ordem dos Cavaleiros de Philippe de Lyon. E mais uma vez fica claro que, mesmo sendo um grande orador e encantador de plateias, o Patriarca preferia e gostava mais da transmissão oral, en petit comité, e frequentemente se certificava se os ouvintes eram seres dormidos, despertos ou acordados, inquirindo de supetão os distraídos sobre o tema que estava sendo presenteado. Assim, caridosamente, resgatava para o jogo os olhos, ouvidos e cérebros mais dados a devaneios. Invariavelmente, ele abria as sessões assim:

“Nada do que digo é de minha autoria. O Alto me conduz a dizer o que precisa ser dito em cada ocasião. Estou aqui. Aquele que tem fome, que venha comer da minha comida. Aquele que tem sede, que venha beber da minha água. A porta é estreita para os que querem entrar. E larguíssima para os que desejarem sair. Meus filhos e minhas filhas, vocês podem me perguntar qualquer coisa. Se eu tiver autorização para responder, responderei”.

Agradecimento especial da Matriarca Ischaïa à Sacerdotisa Lenise por cuidadosamente ter preservado e entregue este material ao acervo Expectante. Aguardemos a transcrição do lado “B” da fita 1 e dos dois lados da fita 2, de 2003.

 

Os Graus d’A Grande Ordem dos Cavaleiros de Philippe de Lyon: Solidariedade, Fraternidade e Igualdade

Solidariedade, Fraternidade e Igualdade é a trilogia da fase fundamental do grande ensinamento do insigne e inqualificável Mestre que dizia: AMAI-VOS UNS AOS OUTROS TANTO QUANTO VOS AMEI. Posteriormente, no decurso de Sua existência, Ele suavizou este ensinamento dizendo: AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO A SI MESMOS.

Todas as religiões cristãs determinam, qualificam, ensinam: amai-vos uns aos outros como a si mesmos... Mas nenhuma delas teve o trabalho de determinar um ponto de partida para que o indivíduo pudesse fazer esse treinamento, para que um dia, em alguma época de uma existência futura, o indivíduo possa chegar a uma realidade de conseguir amar ao próximo com a si mesmo.

A Igreja Expectante, mantendo em sua Via Interna A Grande Ordem dos Cavaleiros de Philippe de Lyon, aproveitou a oportunidade de encaixar dentro da Ordem um trabalho externo para que o Cavaleiro possa fazer consigo mesmo e, posteriormente, com os outros. Porque ninguém, segundo me consta, consegue chegar ao ápice dessa questão do amar ao próximo como a si mesmo. De forma que a Igreja Expectante determinou, para o 1º Grau dos Cavaleiros, o Grau da Solidariedade.

A solidariedade é o princípio básico do degrau formado para que se chegue a uma fase de amar o próximo como a si mesmo. É preciso que se saiba que a solidariedade está revestida por um alicerce extraordinariamente poderoso que se chama CARIDADE. A caridade é o alicerce, a base fundamental da solidariedade. Ninguém pode manifestar solidariedade se não tiver a caridade integrada dentro de si mesmo. Porque todo gesto de solidariedade está encaixado com a caridade. Porque a caridade é um sentimento emanado do âmago do coração do indivíduo. Ele a pratica com mais intensidade ou menos intensidade, de acordo com o grau de caridade que tem dentro de si. Você pode dizer: estou fazendo uma solidariedade que não é caridade. Discordo! Você não pode desajustar uma coisa tão intrínseca como a solidariedade e a caridade. E quem tem a caridade dentro de si, qualquer gesto que faça estará praticando a solidariedade.

Agora, a solidariedade humana também pode ser feita a um grau em que o indivíduo a dirija a uma questão muito mais profunda, às vezes, sem colocar o sentimento de caridade. Porque ele aí vai estar praticando uma solidariedade inoculada com o 2º Grau, fundamentalmente com a FRATERNIDADE. Vocês observem que as coisas todas se intercalam, se justapõem de uma maneira que não se podem soltar. Porque uma coisa está vinculada a outra. Como o 1º Grau é a Solidariedade, passa para o 2º Grau que é a Fraternidade. O Grau da Fraternidade, não o da fraternidade consanguínea, mas o de uma fraternidade universal. Eu classifico a fraternidade universal como de uma pureza de grau muito maior que o da fraternidade consanguínea. Porque é uma fraternidade de uma projeção tamanha como o da fraternidade universal não se baixa ao limite de classificá-la como a fraternidade consanguínea. Esta é resultado de uma junção de um homem com uma mulher, da qual brota uma criatura. E brota outra criatura sendo irmão. Se você se der ao trabalho de analisar, olhar, examinar as famílias, todas elas em si, raramente encontrarão uma que esteja completamente isenta dessas coisas todas. Essa família já estaria ultrapassando o limite da normalidade, entrando na faixa de um Q. I. muito mais elevado.

Vocês vão encontrar em todas as famílias a malquerença entre o marido e a mulher, um irmão com uma irmã, um tio com o sobrinho, e assim sucessivamente. Porque dentro da família é que vai se lapidar, se burilar a justaposição da união de seres que têm algo a resgatar uma coisa com a outra. Muitas vezes o filho de um cidadão foi o pai dele em outra encarnação anterior. Porque os netos têm que pagar os erros dos avós, segundo foi alvo de grandes discussões em sinagogas. Porque, para quem conhece as leis espíritas, a Lei da Reencarnação, eu não preciso dissertar com referência ao assunto porque vocês sabem que a veracidade dos fatos está inoculada no exemplo que estou dando.

Evidentemente que, se as famílias estão reunidas para pagarem entre si, resgatarem entre si culpas, erros, de “A” com “B” e de “C” com “E”, é lógico que haverá divergências, discordâncias, brigas. Porém, a briga pior que existe dentro de uma família é a briga pela possessividade, logo após a morte do dignitário da família, com a herança que ele deixa. Os pretensos irmãos que se diziam que se amavam tanto vão imediatamente avançar em cima do quinhão, como lobos famintos, como corvos que vêm se locupletar sobre o cadáver para usufruir no mínimo o máximo possível. E a discordância está gerada. Isso quando não se fala das querelas levantadas pelas famílias nas questões da criação de filhos. Isso aí, a barra pesa cada vez mais... A discordância permanece latente em todos os lares. Porque cada qual quer educar à sua maneira. Nós, como Expectantes, podemos às vezes orientar alguma coisa. Mas não temos o direito de interferir profundamente naquele lar para eliminar certas coisas, para as quais não temos a possibilidade... Vamos fazer o quê? Vamos de encontro ao livre-arbítrio dos membros da família?

Os que estão de fora gostam muito de dar opinião no que está ocorrendo dentro da família. Como membro da família, eu diria: “Vem cá, caia dentro da raia, venha viver o meu problema para saber qual é a atitude que eu deveria tomar”. Então, a fraternidade está junta, vinculada à solidariedade.

Passando do 2º para o 3º Grau, o último grau, que é o da Igualdade, aí sim. Aí eu determino as coisas com uma profundidade maior, onde se põe em movimento todo o chackra cardíaco de uma criatura, toda a boa vontade e disponibilidade de a pessoa doar no mínimo o máximo possível de si mesmo para poder entrar, compreender, viver, sentir um semelhante nosso. Todavia, como proceder? Antes de fazer qualquer conjectura, a única pretensão que temos é julgar aquela pessoa que vai passando. Seja ela qual for. Lançando sentimentos contraproducentes, maldizendo, achincalhando, debochando e outros problemas mais e maiores concernentes. Entretanto, eu citei para vocês que a Igualdade se manifesta quando o indivíduo já atingiu um alto grau de Solidariedade e Fraternidade humanas, e que ele tenha a hombridade e a capacidade, inerentes aos seus estudos e às práticas que foram feitas anteriormente, para chegar ao ponto de olhar para um mendigo que passa, que caia ou que durma no meio da rua, um indivíduo que está fedorento, com piolhos, sarnento e que representa a escória da humanidade. O reflexo da maldade humana, o carma está caído sobre aquela criatura. Por que maldade humana? Porque passamos por tudo isso e fingimos até que nem vemos. Nem olhamos para não fazer conjecturas que vão nos conduzir a praticar algum ato benigno para aquela criatura. Nos ocultamos através da nossa indiferença para não deixar extravasar a beleza interior do coração da criatura, porque ela sentiria vergonha muitas vezes de chegar lá para pegar o mendigo para fazer qualquer coisa de benefício para ele. Se tinha vergonha, um sentimento que vai dizer para justificar é o seguinte: olha aquele palhaço lá querendo dar uma de bonzinho.

Nesse caso, a igualdade humana vai chegar com a seguinte conclusão: aquele camarada sobre o qual estamos falando, o seu princípio fecundativo foi o mesmo que o meu. O período de gestação daquela criatura foi o mesmo período que passei. A forma e o por onde ele saiu também, a não ser que tenha sido cesariana. Mas, mesmo assim, os princípios fundamentais todos... O corpo dele tem as mesmas indicações que o meu. Esqueleto, carne, sangue, tudo isso ele tem também. Onde está a minha diferença com aquele ser fedorento? Está no fato de eu ter nascido em um berço melhor, ter nascido em um ambiente um pouco mais elevado, ter adquirido uma possibilidade para viver um pouco melhor, ter boa alimentação, uma casa, uma coisa qualquer, ter uma educação, o que ele não teve. Porque ele nasceu produto de uma favela, morou debaixo de uma ponte ou qualquer coisa que o valha, ou nasceu de uma cadeia, leprosário, ou foi jogado num cesto de lixo e apanhado por uma alma caridosa. Esta é a possibilidade de o indivíduo se sentir numa igualdade com as criaturas humanas.

Mediante este fato, essas ocorrências, com esse treinamento básico, despertamos cada vez mais o nosso chackra cardíaco, que é o amor. Despertando em todas as criaturas esse chackra cardíaco que é o amor, ele vai deixar extravasar de alguma maneira ou forma um gesto de gentileza, um afago, uma doação, uma ajuda, ajudando o cego a atravessar uma rua, ou pegando um camarada e o levando ao hospital, centenas e centenas de milhares de ocasiões e oportunidades são lançadas a nossa frente para que possamos fazer alguma coisa por aquela criatura. Recolhidos como ostras dentro de uma concha, recolhidos dentro de um casulo, recolhidos dentro das nossas ignorâncias e insignificâncias, nós bancamos o verdadeiro avestruz na vida. Escondemos nossa cabeça para não ficarmos com vergonha de nós mesmos e: “Deixa, a vida passa”...

A Ordem dos Cavaleiros, conhecendo que esse princípio leva, através desses gestos, essas coisas, à possibilidade de o Cavaleiro conseguir amar aquele semelhante como a ele mesmo, vem abrir um campo imenso de trabalho para que ele possa haurir os benefícios em si mesmo para depois distribuí-los à mancheia.

O segundo argumento, argumento super básico também, que leva uma criatura a poder reconhecer o seu semelhante como irmão, mas, mesmo assim, castrado de não poder amá-lo, é a nossa posição de indiferença para com o nosso semelhante. Esquecendo-se de que ele e o indivíduo foram criados pelo mesmo pai. A centelha divina que está inoculada naquela criatura está também dentro de mim. Aquele é meu irmão porque somos filhos de um pai único, o criador universal. Por isso está dito: Nós fomos feitos à imagem e semelhança do Pai. E a imagem e semelhança do Pai é a luz. A luz é o espírito. Todo espírito elevado se manifesta através de uma luz, tomando diversas formas de apresentação. Só se personifica para apresentar-se nos centros espíritas ou a um vidente quando ele quer se identificar como “A”, “B” ou “C” na sua vida material. Caso contrário, a vida espiritual é uma vida de luz. E quando o indivíduo chega a esse conhecimento, quando ele chega à certeza de que ele também é luz, ele pode perfeitamente ultrapassar as raias da normalidade e ser solidário, fraterno, igualitário e... Amantes, uns dos outros.

Esse trabalho profícuo da Ordem dos Cavaleiros, cada Cavaleiro que foi sagrado Cavaleiro (a mulher pode ser sagrada Cavaleiro como o homem é sagrado Cavaleiro; não temos “cavaleiras” nem amazonas). O termo é “Cavaleiro” porque não há distinção na humanidade, dentro do plano espiritual evolutivo, entre uma mulher e um homem. Aliás, a Igreja Expectante preconiza, diviniza, rende homenagem, um preito muito grande à mulher como mantenedora da vida na face da Terra. Lamentavelmente, as mulheres não se dão o devido valor, o devido respeito, de entender isso, que ela é a mola propulsora. O homem foi simplesmente o condutivo que moveu essa mola propulsora com o elemento fecundativo. A mulher é o elemento gerador. Ela gera a vida. Porém, ambos se comungam dentro dos princípios iniciáticos. Esse machismo pretenso que o homem tem com referência à mulher é para ocultar a sua ignorância dentro do plano de amor. Porque a mulher tem muito mais amor do que o homem. Já pela sua genética. Já pela sua formação. Já pela natureza, como nos demonstra. Uma galinha cheia de pintinhos no meio do pasto, ao ver se aproximar uma vaca, larga os filhotes e parte para cima da vaca. Para protegê-los. Todas as fêmeas que estão gerando os filhos tomam conta de seus filhotes com unhas e dentes, a ferro e fogo, digamos assim. E o homem é um animal que passa muitas vezes simplesmente como mantenedor da vida, no plano material, trabalhando para botar o alimento sobre a mesa. E se jacta de uma grande capacidade...

Em 1919, a Igreja Expectante foi fundada pelo insigne Visconde Albert Raymond Costet de Mascheville, que colocava a mulher no seu devido pedestal, dando a ela a oportunidade de ser uma Sacerdotisa da Igreja Expectante, tanto quanto o homem, não qualificando diferenças entre uma criatura e outra. Ele foi a única criatura que criou o processo da maternidade consciente. Nenhuma religião trata desse assunto. Em nenhuma Igreja, por mais elevada que seja, você encontra esse ensinamento. De cultuar, cultivar e demonstrar, através do trabalho intenso, para que haja a maternidade consciente. E, dentro do Monastério AMO-PAX, em Resende, e assistido por mim, e acompanhado por mim, um casal em questão praticou esta maternidade consciente. Eu os levei para a lua-de-mel, com um sacrifício tremendo, coloquei-os na hora astrológica exata, tudo em ordem, lá em casa, para que eles pudessem realizar aquilo que os Mestres haviam indicado. E vocês conheceram, ainda conhecem, a mulher envolvida neste assunto... Se eu citar o nome, acho que vocês são capazes de conhecer... Foi o Swami Sarvananda e sua esposa Daya. Quantas peripécias passei na viagem para levá-los em casa. Até rebocados por um cavalo fomos...

(Alguém na audiência diz que essa história a Daya conta até hoje. Outra voz cita todos os obstáculos superados).

Todos os obstáculos! Isso é para demostrar a vocês que onde existe luz, as trevas lutam para subjugá-la. Quanto mais elevado é o ser, mais as sombras se projetam com ele. É por isso que eu lhes digo, pois: tenham cuidado com as cascas de banana que são lançadas no caminho de vocês, no trilhar da vida material de vocês, ou na Via Sacerdotal, ou no nosso grupo, que é tratado com tanto amor, carinho e com tanta assistência lá em cima pelos Mestres.

De forma que é preciso que vocês lutem intensamente para manter a vontade, uma vontade ferrenha, uma vontade doentia de ter a possibilidade de manter dentro de vocês o desejo do progresso espiritual de cada um.

A Ordem dos Cavaleiros, em concomitância com a Igreja Expectante, é mais aberta, mais ampla, mais operativa no plano externo do que a Igreja. Porque a Igreja, com essa palavra “igreja”, uma palavra já conspurcada, deturpada, deteriorada, é uma barreira tremenda. Porque, quando se fala em igreja, é símbolo de exploração. De forma que essa é a nossa posição, da Igreja Expectante, Igreja dos Mestres Cedaior, Visconde Albert Raymond Costet de Mascheville, 1º Patriarca; meu Mestre Sri Sevãnanda Swami, Leo Alvarez Costet de Mascheville, 2º Patriarca; e o cachorro desses Mestres, que aqui está sentado. Foi o que eu disse, que seria sempre esse cachorro a morder o calcanhar deles. Por isso me cognomino desta forma. Como um bom cão, sou um bom fiel. Um bom trabalhador. Presumo! Porque, às vezes, posso encontrar uma casca de banana, escorregar e quebrar a cara... Aí, levanto novamente e vou pra luta.

A Ordem dos Cavaleiros, criada em Natal, vem trazer para vocês uma possibilidade de um trabalho externo. Mas esse trabalho externo é tão duro de fazer quanto para o Noviço é tão duro ir praticar suas instruções. Só que no trabalho da Ordem dos Cavaleiros há benefícios espalhados pelo meio da rua. A Igreja Expectante ficou retida no seu casulo. Casulo, sim, porque dentro da Igreja o nosso trabalho é um trabalho ao pé do ouvido. Por que que eu, Patriarca, escolhi esse método de trabalho ao pé do ouvido? Porque tenho certeza de que essas seis pessoas que estão me ouvindo aqui estão com toda a atenção voltada às minhas palavras. Se eu estivesse no meio de sessenta pessoas, talvez eu encontrasse as mesmas seis pessoas, o que seria uma porcentagem muito boa. Porque no fim de uma palestra somos muito ovacionados, muito cumprimentados, vêm ao palco, abraçam a gente, dizem “é isso mesmo”, estão satisfeitos etc. Mas, atravessou a porta da rua, saiu tudo do ouvido para fora.

Estou cansado de viver esta vida externa. Eis a razão porque me dediquei a trabalhar com poucas pessoas. Porque assim, pelo menos, vejo que essas pessoas estão unidas a mim, fazendo um esforço titânico, tremendo, de doação pessoal, de sacrifício. Sei que vocês fazem sacrifícios para me trazer aqui. Eu sei o sacrifício que o casal que está presente fez para poder abrir oportunidade para estarmos aqui. E sei qual a extensão que esse trabalho pode ter na vida espiritual de cada um.

Saibam, pois, que só através de uma luta, uma luta tremenda, uma batalha inqualificável, do indivíduo com o próprio indivíduo, é que brotam as verdadeiras vitórias. Tenho uma frase que diz: “Guerreiro eu sou, e da batalha sempre surjo vencedor”. Está escrito na minha escrivaninha para eu olhar para aquilo ali, para eu não esmorecer, pelas vicissitudes que me são apresentadas às mãos cheias na minha vida. Das tentações tremendas pelas quais passei, de um indivíduo querendo comprar o bom nome da Igreja Expectante me prometendo ser milionário... Soltei uma gargalhada na frente dele e disse: “Milionário já fui três vezes na minha vida. Três vezes ganhei as minhas fortunas”.

A única fortuna que quero é o meu tesouro espiritual para deixar para os discípulos poderem usufruir, que são as Instruções, os ensinamentos e a maneira pela qual vão viver a vida para que possam ter progresso na vida espiritual.

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