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O que é a Cadeia Invisível de uma Ordem?

O que é a Cadeia Invisível de uma Ordem?

Por JEHEL, S:: I:: Dr. K. (conhecido posteriormente como Sri Sevãnanda Swami, 2º Patriarca Expectante – JAN/1944)


A essa pergunta, frequentemente feita por novos Martinistas, devemos responder encarando o assunto em três Planos: Espiritual, Astral e Visível.


PLANO ESPIRITUAL

Acima de tudo que é concebível pela mente humana, e como essência final de tudo, é claro, a Divindade. Ainda respeitando as crenças multiformes dos povos e épocas, o Martinismo, não tendo doutrina religiosa própria (pois o Martinismo NÃO É uma religião, mas uma escola filosófica e científica, por um lado, e de desenvolvimento do sentido devocional, por outro) se constituiu sempre em Cavalaria Cristã e, portanto, Jesus, humana manifestação do Cristo – Segunda Pessoa da Divina Tri-Unidade – é o Foco Espiritual para o qual convergirão naturalmente as orações espirituais dos Martinistas.

Abaixo, se acha toda a Sagrada Hierarquia das Hostes Angélicas, até as quais também só podem subir, humildemente, as orações dos que têm Fé e Devoção.

Até este nível não se pode falar em “Cadeia da Ordem”, já que se trata da Divindade, de seus Servidores Celestiais e de Seres e Forças que, sendo por sua própria Natureza e Função Divinas e Universais não podem ser atributos – nem muito menos "Propriedade" - de nenhuma sociedade, seita etc., se não que, de todos os corações piedosos do Mundo Cristão, sobe até eles a Veneração e o Amor Humano.

No entanto, ainda dentro, porém, do Plano Espiritual, se acham, já na “Cadeia Invisível da Ordem”, os Mártires do Pensamento Martinista, isto é, os Grandes Seres Humanos que, em vida, consagraram todos os seus esforços, sua sabedoria, seu espírito de sacrifício, suas orações e seus atos ao progresso espiritual de seus Irmãos de crença e de seus sucessores. Entre eles se contam todos aqueles – principalmente – que se acham enumerados na lista de “Comemorações” anuais de seu regresso à Vida Celeste.

São adorados e invocados de coração e pensamento, em virtude de sua característica de sacrifício, que fez deles homens santos, já que consagrar-se exclusivamente ao bem-estar da humanidade, especialmente sob o aspecto de adiantamento espiritual, é tipicamente a característica do ser ativamente santificado por sua devoção real ao Divino e ao Humano, já que sua vida é uma constante dedicação à realização do “Amai uns aos outros”.

 

PLANO ASTRAL

Esta parte é mais completa, pois alguns estão inclinados a crer – em uma forma mais ou menos “espírita” – que os mortos governam ou tendem a governar ou ajudar os vivos “por sua livre vontade” e sem o consentimento dos vivos. Outros, com um conceito mais ou menos como o de Augusto Comte, acreditam que “os vivos são cada vez mais governados pelos mortos”, no sentido de que a acumulação de atos e pensamentos anteriores tem uma influência evidentemente crescente no tempo, sobre qualquer época presente que se queira considerar.

O Martinista, perfeitamente de acordo nisto com todos os ensinamentos místicos, crê simplesmente no seguinte; sim, como recomendam todas as religiões, podemos e devemos “orar pelos falecidos” – que, portanto, “vivem” em especiais condições. É lógico pensar que a ação, oração ou qualquer outra modalidade de atividade “post-mortem” (astral) dos referidos mortos têm também seu reflexo sobre os vivos e que, quanto mais intenso seja o laço criado conscientemente por uns e outros, mais sensíveis e intensos serão os efeitos. Evidentemente, seres que em vida foram espirituais como atuação devem ter possibilidade mais ampla depois da morte e é aqui que se impõe a lei conhecida pelos Iniciados, de que, no mundo astral, não apenas os seres “pessoais” – “defuntos” ou seres de natureza astral propriamente dita – intervêm neste processo, mas também os atos, pensamentos etc. de milhares de seres que desde mais de dois séculos trabalham no mesmo sentido, constituem no mundo invisível uma força coletiva, manancial de energia consciente, com a qual é possível entrar em contato, obter dela apoio evidentíssimo para todos os atos que vão no sentido da corrente. Quer dizer que, somente encontraremos apoio para atos ou pensamentos sãos, bons, altruístas, morais etc., e pelo contrário, a corrente forma resistência a todo o mal ou negativo que haja em nós, consciente ou inconscientemente. Isso constitui uma real proteção, posto que, em última análise, é como se eu dissesse que “tende” a “empurrar-nos” até o bem e a “deter-nos, pelo menos frear-nos”, naquilo em que nossa própria imperfeição nos levaria até o lado negativo, ao que se pode chamar erro ou pecado, conforme se queira falar tecnicamente ou teologicamente.

 

PLANO VISÍVEL

Dentro do plano visível, há, no entanto, uma boa dose de coisas “invisíveis”, de um ponto de vista puramente concreto: os sentimentos e a essência mental ou moral dos atos do diário viver. Porém, seu efeito não é, por isso, menos intenso, ao contrário. Basta pensar em que proporção um pensamento ou sentimento de dor intensa ou intensa alegria modifica todos os nossos atos de um dia de vida para dar-se conta de que “o invisível se manifesta para modelar constantemente o visível”. Em uma coletividade iniciática, como é o Martinismo, na qual o laço entre os indivíduos é multiforme: de convicções, de sentimentos, de atos paralelamente orientados e às vezes sincronicamente realizados, é evidente que esta força deixa de ser individual para ser cada vez mais um laço vivo em ação. Isto constitui, pois, a “cadeia invisível dentro do mundo visível”.


RESULTADOS E SÍNTESE

Suponhamos que eu deseje, intensa e desinteressadamente, é claro, que um problema científico – digamos um medicamento para curar uma das pragas que atingem a humanidade – seja descoberto. A primeira condição é NÃO querer ser o próprio “glorioso” descobridor. Mas, para não me abstrair do problema, suponhamos que eu fosse bacteriologista (ou infectologista, virologista) e que tivesse, assim, a possibilidade de ser, tecnicamente falando, um dos que “poderiam” descobri-lo.

O uso da Chave Iniciática, que supõe a aceitação da Ajuda Providencial, se poderia resumir na forma seguinte de expressar-se com a Mente e o Coração, que, se se medita bem, aclarará completamente os conceitos anteriores deste artigo:

 

FÓRMULA EXPOSTA NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX, EM PLENA SEGUNDA GUERRA, ADAPTADA PARA ESTE MOMENTO DA HUMANIDADE

 

1º) “Divina Encarnação”, que te fizeste presente sobre a Terra, para sofrer pela humana Redenção. Te rogo que escutes minha ardente súplica pela liberação dos seres da terrível dor que os atormenta com o nome de tuberculose (Coronavírus) e que os pecados morais que possam ter sido a causa de tal sofrimento lhes sejam perdoados, fazendo nascer neles o arrependimento, e em mim como em outros, o desejo de compartilhar a responsabilidade moral dos mesmos e a força para suportar a parte que me toque e que imploro neste momento, como parte do “pão de cada dia” que peço pela Divina Oração que tu nos outorgaste:

“Pai Nosso... etc. Amém”


2º) Venerados Mestres, vós que em vida e agora sois os Servidores da Bondade Providencial, peço-vos de coração que a semente moral que minha semente constitui seja depositada e vivificada na Mente e Coração do mais apto entre os homens/mulheres atualmente vivos/as, para que a ele/ela seja dado descobrir o remédio visível para a doença... (Coronavírus?) E que lhe sejam dados a Bondade e o Desinteresse necessários para divulgá-lo com altruísta intenção.

Venerável Mestre “X”, tu que és o que para mim representa o ideal humano, o modelo sobre o qual trato de moldar minha conduta em pensamentos e em atos, peço-te, se possível, apoiar meu pedido nas alturas.

 

3º) Veneráveis Irmãos, a vós que estais sempre prontos para trabalhar por toda causa santa e boa, peço-vos também que a fraternal cadeia que constituís no mundo moral e mental seja posta em movimento para aliviar os seres que sofrem de…. (Efeitos do Coronavírus?). E, se é possível, pela descoberta do remédio técnico necessário e pelo desejo de um número cada vez maior de seres, de NÃO repetir os atos que criam enfermidades e, SIM, de produzir aqueles que tendem a suprimi-las.

 

4º) Amigos e Irmãos da Cadeia Visível da Ordem, peço no silêncio do meu lugar de meditação e oração que todos vós sintais na mente e no coração o problema que suscito por amor à humanidade, que busqueis e acheis meios de colaborar em sua solução”.

 

Não quero estender indefinidamente esta exposição, mas resumirei dizendo isto:


Esta ORAÇÃO (1º) ao Mundo Divino, esta INVOCAÇÃO (2º) aos Mestres, e este duplo PEDIDO (3º e 4º) aos Irmãos dos “dois lados da Cadeia”, quando são feitas com coração ardente e mente pura e forte, SEMPRE CHEGAM e sempre são atendidos, não na forma em que nós queremos ou cremos que será, MAS EXATAMENTE COMO DEVE SER.

Pois está dito “NO Fiat voluntas mea” e SIM:

“FIAT VOLUNTAS TUA”.

AMÉM.

 

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