Queridos Irmãos e Irmãs,
À medida que o solstício de 2025 se inclina para a aurora de 2026, novamente somos convidados a contemplar o ciclo eterno da existência e a renovação que cada virada de ano nos oferece.
Este não é, portanto, meramente um marco temporal, mas um portal sagrado para a introspecção e a ação consciente, um momento propício para que a chama interior individual ilumine o caminho para a paz na Terra.
Nas sendas da vida iniciática, compreendemos que a reintegração é a nossa verdadeira vocação. O ser humano, em sua divina essência, anseia por retornar à sua fonte primordial, à harmonia com o Supremo Criador dos Mundos. Esta jornada não se faz por rituais externos vazios, mas por uma profunda transmutação interior, um trabalho alquímico da alma que nos reconecta ao Verbo Criador.
Que este seja o tempo de desvelar o "Homem de Desejo" em nós, aquele que busca incessantemente a verdade e a retidão, e que, por sua própria purificação, se torna um canal da Divina Providência.
Lembremo-nos da Rosa e da Cruz. A Rosa, símbolo da alma ao permitir desabrocharem a sabedoria e o amor divino que residem em cada coração. A Cruz, não como um fardo, mas como o ponto de encontro dos opostos, o sacrifício do ego em prol do Eu Superior, a união do céu e da terra.
O Cristo, em sua mensagem de amor incondicional e sacrifício, é o arquétipo dessa transmutação. Ele nos ensinou que o Reino de Deus está dentro de nós e que a verdadeira paz emana de um coração purificado e compassivo. Que em 2026 possamos cultivar a Rosa Mística em nosso jardim interior, permitindo que sua fragrância se espalhe pelo mundo, curando as feridas e unindo os espíritos.
Se ainda não é algo colocado em prática, aprendamos a importância de desbastar a pedra bruta. Cada um de nós é uma pedra imperfeita, cheia de arestas e impurezas, mas com o potencial de se tornar um bloco perfeito para a construção do Templo Interior e, por extensão, do Templo da Humanidade. Tarefa intransferível, de caráter continuado, que exige o emprego devotado e consciente das ferramentas que já nos foram apresentadas nos sermões, nas leituras, nos batismos, nas lendas, nos estudos, nos juramentos, nas meditações, nas Sessões, Sagrações e Iniciações.
A caridade, o auxílio e a solidariedade são os cimentos que unem as pedras, transformando um aglomerado de indivíduos em uma verdadeira irmandade. Que neste ciclo que se inicia possamos realizar a grande obra da autotransformação, removendo os excessos do egoísmo, da intolerância e do preconceito, para que a luz da razão e do amor prevaleça.
Amados Irmãos e Irmãs, mais uma vez: a paz na Terra não é um ideal utópico distante, mas a manifestação de um estado de consciência coletivo. Ela não pode ser imposta. Não virá de decretos ou tratados externos e, sim, da mudança interior de cada ser humano, e da aderência insofismável à cultura de paz.
É a partir do momento em que cada um de nós se reconcilia com sua própria divindade, em que cultiva a compaixão e a sabedoria, em que desbasta suas imperfeições e se irmana com o próximo, que a paz se torna uma realidade palpável.
Que o ano de 2026 seja um período de profunda reorganização pessoal, com duradouros e positivos efeitos, em que a mensagem cristã do amor ao próximo e a busca pela verdade se entrelacem com os ensinamentos e instruções que recebemos nas nossas Igrejas e Ordens, cujas bases, ritos e rituais, todos eles, só pregam coisas boas.
Que a luz que brilha em cada um de nós se una, formando um farol de esperança que guie a humanidade para uma era de harmonia, paz e fraternidade.
Que a Luz Divina ilumine vossos caminhos. Assim seja!
