Carregando...

O CONFLITO POR TRÁS DO CORONAVÍRUS

O CONFLITO POR TRÁS DO CORONAVÍRUS

O texto abaixo é de autoria dos queridos amigos Mario Grilli e Domenica Nieddu, criadores da Cronogenética (procure saber mais sobre isso), casal consagrado Sacerdote e Sacerdotisa Expectantes em 2006, quando ainda radicado na belíssima Toscana.
Agora lá de Udine, muito próximos ao olho do furacão, na Itália, advertem eles: a História mudou! Nada será como antes. Desta vez, o vírus tem a coroa e, com sua majestade, irá colocar em ordem hierárquica as verdadeiras prioridades da existência.

Não é um conteúdo digerível para todos. Ao pedir autorização para publicá-lo aqui, aceitamos a responsabilidade envolvida, inclusive cármica.
Dos meios de comunicação, jorra intensiva cobertura, sempre a partir das perspectivas médica, sanitária, administrativa, política e econômica. Você já está sendo abastecido com abundante informação sobre o COVID-19, suas ameaças e meios de prevenção.
Agora recomendamos fortemente que você leia o resultado de meditações de quem está, literalmente, vivendo no centro da crise.
E que o leia a partir dos pontos de vista biológico e da sequência geracional (aliás, procure saber mais sobre isso também!).
Assim procedendo, captará o recado que a pandemia nos traz no bojo deste pesadíssimo momento que a humanidade atravessa, crucial na história do planeta.
Votos de que você e os seus respirem cada vez mais voluntária e profundamente, que possam ressignificar a vida e os relacionamentos para que passem do simples desejo de sobrevivência à vontade consciente de mais bem aproveitar a permanência neste plano, no sentido de trabalhar pela evolução e realização espiritual. Que se curem para viver uma existência de alegria, utilidade e gratidão.


O conflito por trás do coronavírus: Aceitar a rejeição ou recusar a necessidade.

"O que não se torna consciente, retorna na forma de destino"
                                      (
Carl Gustav Jung)

 

No âmbito da árvore genealógica de cada família, a repetição de fatos, acontecimentos, atos, ações, atitudes, pensamentos, omissões, indiferenças, comportamentos e condutas, causa, mesmo entre gerações distantes no tempo, eventos emocionais muito semelhantes, que diferem apenas em seu cenário histórico ou na forma aparente do evento. Mas o que não muda, o que resta e se repete é o que foi absorvido pela pessoa: um descendente revive emocionalmente uma experiência semelhante à do ancestral como se fosse um ensinamento que o inconsciente inscreve no DNA da família, e isso acontece novamente, como o girar dos ponteiros do relógio, na existência de um futuro descendente.

No inconsciente da família, a maneira de saldar os próprios débitos é transgeracional: como não podemos devolver o que recebemos dos nossos pais, damos aos nossos filhos. O balanço inconsciente das contas familiares nos deveria alertar se somos devedores ou credores, se temos compromissos (de terceiros) para pagar ou méritos (de outros) para cobrar.

Seria bom poder dar a cada indivíduo "a coragem necessária para enfrentar as obrigações, as culpas, os débitos emocionais que ainda não foram extintos na área de alcance, nos galhos, frutos e raízes de sua árvore".

Este cabo de guerra ocorre no inconsciente da família e também ao nível de povos e nações. No enredo há muitas "síndromes de aniversário" que reativam episódios que aparecem como "repetições". Para que servem? Talvez para que não nos esqueçamos de esquecer? Ou talvez para reequilibrar a balança de pagamentos e testar o grau evolutivo que alcançamos? É um elemento que pode ser explicado pela Ira do Castigo Divino ou com a simples necessidade evolutiva da própria Existência?

Premissas

Tomemos como exemplo a Batalha da Planície dos Pássaros Negros, nos campos do Kosovo, em 28 de junho de 1389, entre turcos otomanos e sérvios cristãos ortodoxos, e que resultou na derrota do príncipe sérvio Lazare. Essa derrota épica tornou-se um elemento distintivo da identidade histórica dos sérvios e reverberou por muitos séculos subsequentes. Em 28 de junho de 1914, em Sarajevo, o herdeiro do arquiduque Francesco Ferdinando foi assassinado pelos conspiradores sérvios que queriam vingar a derrota de cinco séculos antes.

Esse ataque é considerado a faísca que desencadeou a Primeira Guerra Mundial. Depois de 75 anos, em 28 de junho de 1989, Slobodan Milosevic, outro líder sérvio, trouxe de volta ao Kosovo os restos mortais de San Lazare (o mesmo príncipe, que foi canonizado pela Igreja Ortodoxa) e de lá o massacre dos muçulmanos seria desencadeado dali a alguns dias, na Albânia, Sérvia e Kosovo.

Esse é apenas um dos muitos exemplos registrados na história do ser humano. Episódios que estranhamente aguardam datas significativas para se repetir e reativar feridas antigas que ainda fazem sangrar a memória que não foi pacificada. Se algo se repete, significa que uma mensagem, um ensinamento, não foi "integrado".


Mas vamos direto à repetição que nos interessa:

De julho de 1918 (a poucos meses do final da Primeira Grande Guerra) a julho de 1920, a Peste Espanhola ceifou 25 milhões de vidas (há quem diga que teriam sido 50 milhões). e a Itália também tem motivos para comemorar o primeiro centenário desse evento. Nos estudos de sequência geracional, 100 anos são o tempo "útil" para o inconsciente repetir a experiência e verificar quanto progresso foi feito e o que foi assimilado e compreendido. Não sendo capaz de permitir a repetição emocional do terrível evento da Primeira Guerra Mundial, o inconsciente coletivo optou por fazer um “revival’ da epidemia espanhola que sucedeu aquele Conflito.

Vamos assumir a existência de estudos que indicam que a epidemia partiu da China, em janeiro. Mas o vírus tinha se manifestado em março, em uma instalação militar no Kansas, onde tropas americanas estavam sendo treinadas para lutar na Europa. Em agosto, uma segunda cepa, muito mais letal, espalhou-se simultaneamente em Brest, na França, em Freetown (em Serra Leoa), e também em Boston.

A segunda onda da pandemia de 1918 (agosto) foi muito mais letal que a primeira. A primeira onda pareceu-se mais com as epidemias típicas de gripe, que colocam em risco os idosos ou os que já estão doentes, já que os mais jovens e os que gozam de boa saúde se recuperam facilmente. Mas em agosto, quando a segunda onda começou, na França, Serra Leoa e Estados Unidos, o vírus havia mudado para uma forma muito mais letal.

Na vida civil, podemos dizer que a seleção natural favorece a disseminação de um vírus mais fraco: os gravemente doentes ficam em casa e aqueles que estão levemente doentes continuam com suas vidas, espalhando uma doença menos grave. Nas trincheiras, inverteu-se a seleção natural: os soldados que haviam contraído uma forma leve permaneceram onde estavam. Os gravemente enfermos foram enviados em trens lotados para hospitais de campo igualmente lotados, espalhando o vírus mais letal. A segunda onda começou assim e a gripe se espalhou rapidamente pelo mundo (Wikipédia).


Para continuar a nossa conversa, vamos introduzir outros elementos...

Além de mapas geográficos muito bem elaborados que mostram os percentuais de casos de câncer em todo o mundo, divididos por gênero e tipo, as páginas da web canceratlas.cancer.org, ATLAS DO CÂNCER, fornecem as listas dos cânceres mais comuns entre mulheres e homens, e revela os que são causa de morte. É muito importante destacar esta diferença: os principais tumores não são os que levam à morte.

Dessas tabelas, constatamos que em todo o mundo os principais casos de câncer para mulheres são:

1 - câncer de mama

2 - e no colo do útero,

enquanto que para os homens os principais casos de aparecimento de tumores referem-se

1 - ao câncer de próstata

2- e ao do pulmão.

Eis, portanto, a prevalência dos tipos de tumor, mas o principal motivo de morte tem outros indicadores. De fato, não se diz que morremos do primeiro tumor encontrado, porque a principal causa de morte é atribuída ao câncer de pulmão.

Essa evidência concorda com o fato de que não é o primeiro câncer diagnosticado que mata, mas ele ativa o medo da morte que é gatilho de doença pulmonar.

Assim, todas as doenças e ocorrências que afetam o pulmão dizem respeito a "ter visto a morte cara a cara" ou ao "medo de que um ente querido morra" ou ao "medo de nossa própria morte". Nunca é o principal tumor diagnosticado que leva à morte, mas a forma como o diagnóstico do tumor é anunciada à pessoa, nos modos cada vez mais brutais de hoje. E assim o câncer de pulmão começa imediatamente após o diagnóstico.

Após a Grande Guerra, que matou 37 milhões, não é de admirar que o conflito biológico de ter encarado a morte de tão perto possa ter resultado em uma pandemia que levou outros 25 milhões.

A Segunda Guerra Mundial também causou um total de 68 milhões de mortes e, após o cessar-fogo, foi a vez de a tuberculose explodir com força, fazendo com que muitas pessoas fossem internadas em sanatórios. A tuberculose, que parecia ter sido erradicada, ressurgia agora trazida por emigrantes que desembarcavam na Europa e que "viram a morte" ao cruzar o deserto ou o Mediterrâneo em barcos improvisados.

Todos os males relacionados ao pulmão estão conectados não apenas ao medo da morte, mas também a conflitos ligados ao território, ou seja, quando a esfera pessoal e o espaço vital da pessoa são minados por sentimentos de culpa, ameaças externas, medos em geral, e tudo isso se traduz-se, no corpo, em falta de ar. "Você me deixa sem ar, você me sufoca!", "Deixe-me respirar!", "Não tenho mais meu espaço!". Todas frases que identificam e denunciam nosso medo e ressentimento.

Sendo assim, a quarentena e o fechamento de todas as atividades cessam ou alimentam a pandemia? E o noticiário de mortes nos torna mais amorosos e compassivos, ou alimenta ainda mais nosso conflito e medo da morte? Não estamos dizendo para desobedecer as medidas que o governo determinou. Estamos tentando fazer as pessoas compreenderem como funciona o nosso cérebro reptiliano mais profundo, que não respeita as regras sociais, que ainda não aceitou viver em comunhão com os outros e que pensa apenas em sua própria sobrevivência.

Para desencadear uma pandemia, é necessário um campo comum e, como disse com razão Claude Bernard: "O micróbio não é nada, o terreno é tudo". O inimigo não é o vírus lá fora, porque hoje sabemos que até 8% do DNA humano derivam da incorporação dos vírus que encontramos no decorrer de nossas vidas. Não é apenas o vírus que causa a doença. O próprio mundo científico concorda que as doenças provêm de múltiplos fatores e, entre eles, estão:

1 - qualidades vitais, naturais e humanas do seu ambiente

2 - polimorfismo genético e do solo

3- deficiências nutricionais, falta de descanso

4 - agentes patogênicos

5 - estresse, medos, ansiedades, identificações

6 - ausência de plano de vida e de sentido na própria existência

7 - ausência de sabedoria existencial
 

Portanto, para reduzir o contágio e a morbidade do vírus, e facilitar a sua cura, devemos provocar uma reflexão capaz de prevenir os efeitos nocivos do pânico e da ansiedade, instigados tanto pela tentativa de superestimar quanto de ocultar a gravidade da pandemia.

Ao longo de sua evolução, a nossa amígdala foi programada para reagir a ameaças imediatas. A mobilização de mentes sobre questões secundárias de segurança ou epidemias torna possível não ver e lidar com o problema de base, a saber, o fracasso das políticas de saúde e bem-estar das nações.

À luz do que foi dito até agora, podemos entender o "ressentimento" da China. A história nos mostra que os impérios se sucedem e se assemelham uns aos outros por seu autoritarismo, por sua opacidade, sua vontade de controlar tudo e todos e por suas repressões violentas. A China, que aspira ao título de principal poder econômico e militar do mundo, conhece um contexto político e econômico muito delicado.

Para fornecer oficialmente segurança e prevenir incidentes de incivilidade, a China instalou 450 milhões de câmeras de vigilância públicas e privadas, com reconhecimento facial de transeuntes e carros. Assim, os chineses se sentem observados, amordaçados, aterrorizados, seduzidos e traídos por seus soberanos, mortificados pela censura e enganados por máscaras e mascaramentos.

O Dr. Li Wenliang, um mártir do coronavírus, que havia soado o alarme sobre os perigos da epidemia emergente, foi repreendido pela polícia e preso por "escrever comentários falsos na internet". Esse estresse favoreceu sua contaminação e morte.

O blogueiro Chen Qiushi, que estava investigando o coronavírus em todos os pontos críticos (hospitais, supermercados, enterros, famílias de vítimas, táxis, voluntários etc.) desapareceu misteriosamente. As autoridades dizem que foi "posto em quarentena" porque passou muito tempo nos hospitais de Wuhan. Por que, então, privá-lo também de aparecer nos meios de comunicação?


Mas então por que na Itália?

Na Itália não temos um regime como o chinês. E mesmo tendo uma democracia hesitante e falante, ainda não fomos obrigados, até hoje, a obedecer ordens para restringir a liberdade pessoal e nos enclausurar em nossos medos desesperados. Então, por que o vírus do medo de sermos invadidos e o medo da morte entram na Europa através das nossas portas italianas?

Vamos tentar oferecer uma explicação transgeracional ligada ao inconsciente familiar de nossa Península. Não se trata de um julgamento, mas de uma oportunidade para meditar sobre nosso modo de perceber a realidade.

Nos últimos tempos, a emigração proveniente da Líbia causou grande ressentimento nacional e, de alguma forma, todos os italianos se sentiram invadidos por esse fluxo contínuo. A política tem usado muito esse tema nas suas lutas, mas em momento algum se pensou que essas pessoas pudessem ameaçar os nossos espaços vitais. Não é aqui que devemos procurar pelo nosso conflito de "falta de ar".

As regras orgânicas são muito simples e primárias, não seguem elucubrações psicológicas ou culturais e nem mesmo ideias sociológicas. Para o inconsciente geracional, não há perigos a enfrentar até que o caminho evolutivo seja bloqueado. E quando o caminho é bloqueado? Simples, quando nas nascem mais crianças!

O líder britânico Boris Johnson disse que o vírus desembarcou na Itália porque somos uma população de idosos! É verdade, mas apenas no sentido de que não nascem mais crianças, e não porque há muitos idosos! Em nível biológico, a evolução não é a consciência espiritual e planetária que podemos ativar em nós, seguindo caminhos de iluminação ou gurus ou ascetas elevados. Tampouco é a visão do futuro que o estudo e a cultura são capazes de desencadear na pessoa que abriu sua mente.

A evolução é apenas e simplesmente que crianças possam continuar a nascer!

Quando essa evidência cessa, tudo perde o sentido e o inconsciente da raça busca abrigo, usando todo o seu poder, para nos remeter a temas que nem mesmo queremos ver!

Mas avancemos com ordem. Em percentagem, a maioria das mortes por coronavírus são do sexo masculino acima de 60 anos. Por que o macho é mais afetado pelo coronavírus? Por não encontrar mais seu lugar, sente-se invadido pelas demandas femininas, não se encontra mais em seu próprio território e tende a perder seu papel.

Ou o macho recupera sua posição e seu papel de visão, ou sustenta a fêmea que quer adoçá-lo e transformá-lo em um cavaleiro galante. A terceira maneira é partir, resolvendo o conflito na raiz (a morte, em nível biológico, é uma maneira de resolver o conflito).

As fêmeas também continuam sua transformação em direção à masculinidade e se sentem fracassadas se não conseguem lidar com o masculino como querem, ou se não podem se impor como gostariam. Esse tipo de mulher também se sente enjaulada, não por causa de um conflito ligado à traição do parceiro, mas por uma ameaça de seu espaço vital causada por seus próprios sentimentos de culpa.

Hoje, na relação entre homens e mulheres, há uma constante disputa sobre quem deve fazer o quê. Se o primeiro não quer fazê-lo, o outro não sabe o que significa ceder. No relacionamento diário, nenhum deles quer assumir o papel de mulher, de modo que ambos buscam constantemente abraçar apenas papéis masculinos. O filho muito agarrado com a mãe, que esteve na moda há algum tempo, não durou muito, porque o macho se cansa ou se atrofia e depois não serve mais para nada. Aqui, o ponto conflitante é que ninguém (masculino e feminino) encontra seu próprio papel reconhecido.

A raiva tem sido abundantemente expressa e explicitada nos últimos anos, no relacionamento masculino e feminino: o feminicídio (apesar de seu declínio, nos últimos 10 anos, na Europa) tem sido percebido como uma verdadeira emergência italiana. É isso mesmo: a gestão das relações humanas não pode estar nas mãos da violência ou do autoritarismo. Após o feminicídio, a raiva se transforma em tristeza, porque a força nunca é a solução na comparação entre os gêneros.

Está cada vez mais claro que as mulheres jovens, agora na casa dos quarenta anos, não são mais capazes de aceitar e assumir um papel funcional no relacionamento com o homem. Na adolescência, somos todos levados a conhecer o mundo e gostamos de não nos limitar a nenhuma experiência pois sabemos que chegará a hora de parar e pensar em estabilizar a relação afetiva, em função do trabalho e dos filhos.

Hoje há uma tendência crescente de permanecer em uma adolescência perene. Se quer continuar apoiando os pés em duas canoas, negando-se a fazer escolhas, mantendo velhas amizades sem envolver o parceiro. Os poucos que conseguem aceitar a coabitação não compram mais casa juntos; o dinheiro e as contas são drasticamente separados; quando saem para jantar, racham a conta. Todos queremos manter e prolongar esse aspecto eterno de Peter Pan sem nos envolvermos, sem nos comprometermos.

Acontece que o próprio inconsciente biológico se encarrega de nos empurrar para a escolha e aí experimentamos a tal "falta de ar", precisamente neste pedido inconsciente, mas urgente, que a escolha deseja nos impor. Você quer ser uma mãe ou uma adolescente que sai para dançar com os amigos? A vida é composta de capítulos e tempos que devem ser respeitados e, quando uma nova fase começa, é preciso que a anterior se feche de forma serena e sem drama.

As abelhas sempre sabem para onde ir, e ao sobrevoar um campo ricamente adubado com estrume fresco, conseguem pousar exatamente na única flor que brotou. As moscas, ao contrário, mesmo em um belo e interminável campo de flores, conseguem pousar no único excremento deixado por um animal. É uma questão de natureza ou escolha?

Toda ação tem uma consequência e eu tenho que ensinar isso aos meus filhos: que os ciclos da vida mudam! Por que uma mãe precisa convencer seus filhos de que ela tem que dedicar parte do tempo para ir à balada com seus amigos?


O NOVO IMPERATIVO CATEGÓRICO: CUIDADO!

Qual é o aspecto biológico de nossa presença no mundo?
Estamos aqui para aprender e continuar a evoluir!

Não é um impulso moral, nem cultural, nem ideológico, mas uma necessidade ética e espiritual gravada na raça humana. Não precisamos nem de uma religião para ensiná-la, porque está inscrita em nosso DNA.

O nosso objetivo não pode ser continuar a comprar objetos de que não precisamos, ou consumir recursos e matérias infinitos. Devemos ser capazes de retornar, ou melhor, de ir em frente e redescobrir o CUIDAR de nós mesmos, de nossos filhos, das coisas! É um imperativo biológico e é semelhante à compaixão por tudo que você respira.

Hoje, no entanto, as crianças são vistas como um fardo e, portanto, melhor recorrer ao animal de estimação. Assim, observamos os novos casais dispostos a cuidar de um animal, na tentativa de imaginar como gostariam que fosse o seu filho, de que forma poderiam moldá-lo à sua própria imagem e semelhança, sem receber palavras em troca, porque o animal (graças a Deus?) parece estar em silêncio.

Nas famílias com crianças, ao voltar para casa do trabalho, o homem que perdeu seu papel de proteção e direção gostaria de brincar com seu filho. Mas quando a sua lista de obrigações com a casa e o filho cresce, aos poucos ele aumenta o tempo no trabalho e volta pra casa cada mais tarde. O mesmo vale para a mulher que trabalha fora, que também dará um jeito de alongar o expediente, deixando os filhos sozinhos em casa.

A solução é lógica: não mais fazer filhos, já que agora, no pensamento comum, elas criam um limite absoluto à liberdade do indivíduo. As pessoas se sentem cada vez mais aterrorizadas com a perspectiva de que alguém ou algo possa limitar sua liberdade. De alegria de minha vida e fonte da evolução de minha presença no mundo, meu filho passou a invasor do meu território, e meu clã já não pode mais me ajudar como antigamente.

Estamos tão estressados com a presença de um filho que tivemos que a inventar um dispositivo de segurança que nos ajude a não esquecê-lo amarrado no carro até a morte! Em nível biológico, nos casos de acidentes com crianças por descuido e falta de proteção dos adultos, não se trata de mero infortúnio, nem de problema relacionado ao estresse ou distração modernos; a verdadeira razão é a total falta de ética nesse clã.


Respirar é coisa do pai

O tema da respiração ou falta de ar está ligado ao pai. Quando nascemos, trocamos um ambiente aquático onde não era preciso respirar por um lugar impalpável e frio, feito de ar. Aqui vamos conhecer o nosso pai, no mesmo instante em que esse ar penosamente entra em nossos pulmões pela primeira vez. É o grito de nascimento, o encontro com nosso pai.

Mas quando o homem perde sua função de guia e de visão, significa que ele se recusa a estar lá e a lutar. Esse vírus vem lembrar a todos: “Mostre-me se você quer ou não viver! Se você tem coragem de viver!"

Na China, os homens se sentem como prisioneiros e, quando voltam para casa de uma viagem ao exterior, percebem a diferença entre a liberdade limitada de suas terras e o sopro da vida que está fora, começam a fazer comparações e não se sentem mais à vontade.

Na Itália, especialmente no norte rico e produtivo, o homem tem sido dominado, mas não por um regime, e sim pela força de mulheres melhores e mais capazes de organizar o futuro. E isso se reflete nas famílias, onde as mulheres assumem cada vez mais a função de gerir e guiar o parceiro inclusive economicamente! Mas isso não seria um problema se as crianças continuassem a nascer.

Hoje em dia a decisão de gerar (ou não) filhos é posto em discussão já na raiz. Ninguém se sente capaz de se sacrificar por outra pessoa como seus pais o fizeram. Chegamos a conceber o CUIDAR não como uma alegria de vida e pertencimento, mas como um trabalho que traz sofrimento e tristeza.

Se aos 40 anos as mulheres ainda não optaram por ser mães, aos 45 desistem e confessam: "Seria melhor se eu tivesse tido um filho!". Não pode ser apenas preguiça, é propriamente o terror de ser invadida!

Mas os casais homoafetivos também querem ter filhos. E com isso conseguimos mudar a última premissa, que não podia ser alterada, ou seja: podemos delegar a concepção de uma criança. Com a barriga de aluguel, criamos a possibilidade de carregar uma nova existência, mas sem assumir a responsabilidade por ela.

Na China, a questão mais profunda do conflito também está ligada às crianças: a morte de milhões de meninas por várias gerações explica os atuais 33 milhões de homens a mais do que mulheres. A imposição da lei comunista chinesa de se ter apenas um filho levou ao extermínio das meninas e culminou com a predominância numérica dos machos. Mas na natureza, todo desequilíbrio gera uma reação contrária. As mulheres chinesas de hoje não estão mais satisfeitas porque podem escolher entre muitos homens para alcançar melhor condição econômica e social. Mesmo nesses casos, o cuidar foi comprometido.

Na Itália, o sentimento de invasão está ligado a crianças e não a estrangeiros, e é possível deduzi-lo a partir de um dado intrigante. Desde 1978 (em mais de 40 anos) até o momento, houve 6 milhões de abortos, o que significa que, em nível biológico, nosso país foi capaz de receber, alimentar e sustentar todas essas pessoas, independentemente da condição social e emocional da mulher. Mas agora, como estamos todos profundamente conectados, esse vácuo foi devidamente preenchido, pois esse é exatamente o mesmo número de estrangeiros que imigraram para a Itália no mesmo período: 5 milhões regulares e outro milhão irregular. Portanto, não é coincidência, tudo vive em uma inteligência profunda. Tudo se regula e equilibra. Somos nós que não conhecemos as regras do equilíbrio e quebramos a harmonia do planeta.


INFECÇÃO POR CORONAVÍRUS em nível biológico

Quando o conflito de território é ativado e eu me sinto invadido no meu espaço vital, sou automaticamente contatado pelo vírus e me torno positivo. Aqui a batalha começa, tenho que mostrar que quero viver mesmo estando ainda assintomático. Quando o conflito se transforma em pneumonia, é como se o ar não pudesse permanecer nos alvéolos, que se enchem de líquido. A minha respiração busca a proteção original da água, e é ativado o desejo inconsciente de retornar ao útero, onde não havia necessidade de respirar. Então, tenho que ser entubado e será uma máquina a ditar o ritmo da minha respiração. Preciso reaprender a respirar e, nessa batalha, retomarei a minha autonomia assim que decidir não permanecer no útero, sob a proteção materna, para finalmente arriscar-me a conhecer o rosto de meu pai, o rosto do desconhecido. Quem superar essa crise, quem fizer essa escolha, não terá desenvolvido simplesmente anticorpos, mas voltará a ter uma respiração mais ampla para si e para todos, uma respiração que falta hoje.

Esse vírus vem para nos ensinar e nos forçar a voltar a cuidar e dar atenção ao outro.
Somente aqueles que entenderem o fundamento da ajuda mútua serão salvos. Se o homem deve recuperar o poder da visão, a mulher deve recuperar o poder e a força do cuidado.

Com sua coroa na cabeça, este vírus restitui unidade ao coração porque reorganiza a hierarquia do que é importante e de todas as coisas que confundimos e descoordenamos. Mesmo que tenhamos que passar por um pântano de dor infinita.

Depois das muitas mortes que seremos forçados a ver, e não apenas dos idosos, voltaremos a fazer filhos. É orgânico, assim acontece continuamente na história! Não nos sentiremos mais invadidos! Já nestes dias de quarentena estamos presenciando concepções milagrosas que nos transportam para além do medo da morte e dão sentido à existência novamente. O inconsciente biológico possui profunda sabedoria e funciona. Quando o rebanho e a sobrevivência das pessoas estão em perigo, uma guerra ou uma epidemia são os elementos que reativam os valores e as forças evolutivas que foram perdidas. Isso sempre aconteceu, e de maneira espontânea!
Biologicamente, somos forçados a evoluir!

Embora sempre esperemos que, cedo ou tarde, o Ser Humano o deseje CONSCIENTEMENTE.

Compartilhar: