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Louvação à Nossa Senhora

Louvação à Nossa Senhora

Extraída  da obra de Apuleio, "O Asno de Ouro", livro iniciático e simbólico que traz em sua parte final esta verdadeira Louvação à Nossa Senhora - Ísis
(colaboração do Sacerdote Expectante do 2º Grau João Carlos de Freitas)


Oh! Santa que velas sem cansaço pela salvação do gênero humano;

Tu, sempre pródiga para com os mortais, de cuidados que os reanimam;

Tu que dispensas ao infortúnio a doce ternura de uma mãe.

Não há dia nem noite, nenhum fugitivo instante, que deixes passar sem marcá-lo com tuas benesses, sem proteger os homens na terra e no mar, sem afugentar para longe deles as tempestades da vida, sem que a tua terna mão misericordiosa, que desfaz as malhas mais inextricáveis da fatalidade acalme as tempestades da Fortuna e coíba o curso funesto das estrelas.

Os Deuses do Céu te rendem homenagem, os do inferno te respeitam. Moves o mundo no seu eixo, acendes os fogos do Sol, reges o Universo, calcas aos pés o Tártaro.

São dóceis à Tua voz os astros; obedecem-te os tempos; estão às tuas ordens os elementos; rejubilam-se os Deuses à tua vista.

Fazes um gesto, e animam-se os ventos, movem-se as nuvens, germinam as sementes, crescem os renovos.

Tua majestade enche de santo terror os pássaros que percorrem os céus, as feras errantes dos montes, as serpentes sob o solo, os monstros que nadam no oceano.

Porém, para cantar os teus louvores, pobre demais é o meu espírito.
Para te oferecer sacrifícios, pequeno demais é o meu patrimônio.
Falta-me voz para exprimir os sentimentos que me inspira Tua Grandeza.
Mil bocas não são suficientes, nem mil línguas, nem sermões mantidos sem desfalecimento pela eternidade.
Pelo menos, tudo o que puder fazer, na sua pobreza, um fiel piedoso, eu terei o cuidado de fazer.
Teus traços divinos, Teu nome santíssimo, eu os guardarei no segredo do meu peito para sempre, e em espírito os contemplarei.

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