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Sri Sevãnanda Swami
Dados fornecidos pela Swamini Sádhanã e colhidos de sua obra
“O Homem esse conhecido” e dos relatos dele sobre ele mesmo,
anotados por seus discípulos.
Publicada originalmente em outubro e novembro de 1991,
em O Semeador da Nova Raça, órgão informativo oficial da Igreja Expectante.


“Eu quase nasci no Egito”. Assim Leo Alvarez Costet de Mascheville começava quando, raramente, falava de si mesmo. Filho do aristocrata francês Visconde Albert Raymond Costet de Mascheville, que mais tarde passou a ser conhecido pelo nome místico de “Cedaior”, violinista de talento, notável místico e que fora enviado pelo governo da França para o Egito no fim do século passado com o pretexto de dirigir concertos em Khedive, junto com a sua mãe, que valia no piano tanto quanto seu pai no violino. A razão verdadeira e oculta, porém, era uma missão recebida da Ordem Martinista e da OKRC: fazer certas averiguações na terra dos faraós, e sobre as quais nada sabemos além do que foi descrito mais tarde no seu “Livro das Leis de Vayu”, no qual fala de sua esposa como sendo uma “notável psicômetra”.

Voltaram para a França e nasceu-lhes um filho varão antes de terem se casado: filho do amor. Em Paris, tinham uma loja de artigos musicais e de instrumentos. Cedaior também se ocupava dando aulas de violino.

Emigraram para a América do Sul, instalando-se em Buenos Aires, Argentina, onde Cedaior continuou com as mesmas atividades para sustentar materialmente sua família, além de se voltar intensamente para as coisas místicas. Pois, como escreve no seu “Livro das Leis de Vayu”: “Tu não és mais nada para o Velho Mundo. Teu dever não está lá, mas aqui. Lembra somente de tua missão e prepara-te” (capítulo 1).

O pequeno Leo era uma criança extremamente difícil e inquieta. Vivia procurando o desconhecido e era um investigador nato, qualidade que nele permaneceu a vida toda. Nada conseguia detê-lo quando algo lhe chamava a atenção, até satisfazer a sua ânsia de conhecimento. Punha-se à prova a si mesmo, e mais de uma vez esteve em real perigo de vida. Cuidava dos seus quatro cães, seus coelhos e sanguessugas, na mesma época em que, freqüentemente, um grande Mestre se materializava na casa dos pais para lhes trazer Ensinamentos, os mesmos que são relatados no seu livro.

Enquanto seus colegas se divertiam com os jogos habituais, ele, antecipando sua vocação de pesquisador, executava em si mesmo e consigo mesmo experiências para verificar os resultados que lhe interessavam. Assim, por exemplo, corria o mais depressa possível, de costas, e não poucas vezes batia rudemente contra algum obstáculo, lembrando outro pesquisador e orientador de homens, Gurdjieff, que tinha atitudes análogas, e cujos métodos passou a aplicar mais tarde em si mesmo e nos seus discípulos. Aos doze anos de idade foi matriculado num colégio marista onde, certo dia, ao ir ao sanitário, encontrou um de seus superiores praticando atos sexuais com seus alunos... Armou tal escândalo que teve que ser retirado do colégio. O choque deste acontecimento abalou e modificou profundamente sua vida até então solidamente religiosa. Para substituir o que perdera, seu pai, Cedaior, passou a lhe fornecer instrução espiritual, tornando-se assim o seu primeiro Mestre. Recebeu o nome místico de “Etienne”, em honra de Etienne Dolet, vítima da intransigência humana.

Etienne – ou Estevam – gostava de estudar e de ler. Lia e estudava além da obrigação imposta. Conseguiu o título de Bacharel em Ciências com o primeiro lugar e, com licença especial, ingressou na universidade antes de cumprir a idade regulamentar.

Vêmo-lo, também, comprometido, junto com seus companheiros de aulas, com os movimentos revolucionários da época, pichando paredes e rasgando cartazes do governo, à meia-noite, em atividades clandestinas.

Estudou química industrial e filosofia e, aos 16 anos, já dava, nos centros operários e socialistas, conferências sobre citologia (ciência que estuda as células), evolução biológica e geológica, entre outras. Demonstrando que tinha interesse em saber e divulgar, ao mesmo tempo, fazia tudo o que podia alcançar. Enquanto seus colegas iam aos bailes ou reuniões sociais, dava palestras nos centros operários e estimulava as vocações ao estudo. A própria iniciação sexual, recebida da clássica “mucama” ou empregada da mãe, com 15 anos – como usava-se na França naquela época, hábito que seu pai teve cuidado de trazer para evitar maiores contratempos – não conseguiu deter sua atenção mais prolongadamente. Estava convencido de que casaria cedo e que teria uma só filha, o que sabia interiormente sem o saber explicar, razão pela qual não se interessava pelas aventuras corriqueiras de seus colegas.

Com 17 anos de idade aconteceu-lhe um fato fundamental. Reunindo, em longa meditação, tudo o que sabia sobre química orgânica, fez um estudo combinando elementos de espectro lumínico, efeitos catalisadores, combinações numéricas Pitagóricas e outros elementos teóricos dos alquimistas, chegou à conclusão de que a química orgânica era incompleta e que os Alquimistas possuíam certa razão nas suas afirmações, e que deviam possuir a chave da relação da entre a Química e a Alquimia. Pensamento equivalente à afirmação de que existe uma ponte entre o material e o abstrato, o invisível.

Com tal preocupação dirigiu-se à Biblioteca Nacional e pediu certa obra de Paracelso. Apenas a abriu e, ao tocá-la, ocorreu-lhe um fato notável: sem encontrar-se em nenhum “estado especial”, lembrou, de golpe, todo o conteúdo do livro, que não tinha tocado antes. E ao folhear suas páginas pôde verificar a exatidão do acontecido. O mesmo ocorreu com outras obras escritas até certa época, no passado, apresentando-se como “novos” todos os temas descritos em livros publicados “depois”, o que lhe sugeriu o seguinte:

1º - Lhe foi devolvida a capacidade de lembrar fatos e acontecimentos totalmente ignorados nesta existência ao tomar contato físico com um intermediário;

2º - Possibilidade de verificar a exatidão de tais fatos e lembranças, sugerindo-lhe que tinha vivido em tal época;

3º - Verificou que os Alquimistas eram muito mais sábios e infinitamente mais realistas do que se supõe no mundo externo, e que seus procedimentos e terminologia lhe eram estranhamente familiares. E com algumas pequenas experiências que realizou em seu laboratório particular comprovou a real base das suas teorias e técnicas.

À medida que se aprofundava nos estudos e na prática de tudo que é relacionado com a vida interior, se desinteressava das teorias sociais e de todos os fatos que tanto atraem a juventude. Com vinte anos de idade – e há três como ajudante ativo de seu pai e Mestre Cedaior – a quem servia como Instrutor das coisas do Espírito, as retransmitia a grupos de pessoas interessadas, que o seguiam e o respeitavam como Mestre. Havia-se largado à procura transcendental, mas sempre com equilíbrio, procurando manter-se equânime entre as quatro faces para ele inseparáveis: Ciência, Religião, Arte e Filosofia. Algo o instava a continuar, e jamais se arrependeu em escutar a sua “vozinha”, a mesma da qual fala o querido Mahatma Gandhi. Assim, figurou ele, que agora portava o nome místico de “Krimi”, como um dos nove fundadores da Igreja Expectante, da qual Cedaior era o Primeiro Patriarca, desde o ano de 1919, sem imaginar que algum dia iria ser o Segundo Patriarca da Igreja.

Quando tinha vinte anos, descobriu que sua mãe e a esposa do diretor geral de uma empresa, na qual Krimi trabalhava como um dos dez chefes de seção, tramavam casá-lo com uma das filhas da riquíssima e nobilíssima família do dono da indústria, para unir assim aos seus títulos de nobreza mais um, de visconde francês. Inteirar-se disto e resolver, como aquele herói uruguaio, que “Com liberdade não ofendo nem temo”, foi uma coisa só. Saiu de casa na data de seu aniversário, isto é, 22 de março do ano de 1922, às 22 horas, e juntou-se a um iogue com o qual se tinha entendido anteriormente a respeito. Tinha renunciado a tudo, posição, bens materiais, família.

Aprendeu muito andando a pé e atravessando o grande país argentino na companhia do iogue, sobretudo a conhecer gente, e assim ao próprio iogue que, certo dia, ao passarem perto de um trem que resfolegava seu vapor na imensidade do pampa argentino, o seu companheiro de viagem ergueu o punho fechado e, virando-se para o trem, começou a lhe gritar coisas como estas: Maldita sejas, máquina de desordem, breves são teus dias, não haverá mais máquinas na Terra, etc., etc. Krimi ficou muito pensativo e decepcionado pela falta de realidade do homem. Pouco tempo após, o iogue ficou em determinada cidade, em casa de discípulos, e Krimi continuou a viagem sozinho, até uma grande cidade portuária, onde passou a ganhar seu sustento carregando e descarregando embarcações de carvão, durante o dia. Às noites, encontrava onde dar suas conferências e foi ali que apareceram seus primeiros discípulos. Eram pessoas de mais idade do que ele, que o tratavam com muito respeito, ao que teve que se habituar. Eles sentiam que lhes era um Mestre, pois estava vivendo o que estava ensinando.

Após uma temporada de vida de cunho tão original, viajou para Mendoza, reunindo-se com seu pai, Cedaior, com o qual passou a partilhar a sua vida, mais como companheiro do que como filho.

Chamado para o serviço militar, como francês, viajou para a França. Sua unidade foi mandada para a Alemanha como tropa de ocupação. Tinha recebido de seu pai a incumbência de entrar em contato com fraternidades e organizações místicas européias, inclusive da Alemanha ocupada, averiguando o estado e atividade delas. Além disso, percorreu os ambientes musicais, literários, filosóficos e outros. Dados os seus conhecimentos gerais, foi chamado a trabalhar no serviço de saúde e no Estado Maior do Exército, não precisando empunhar arma, cumprindo-se assim o que tinha percebido espiritualmente, que “jamais teria que tocar num fuzil”. Sua posição aqui também permitira-lhe entrar em contato com tropas e oficialidade de várias nacionalidades, inclusive com o inimigo vencido, que ajudou onde e como podia, utilizando-se do seu “passe livre”, conseguindo alimento para os alemães famintos, ao ponto de chegar a ser admoestado por seus superiores por causa de sua “familiaridade” com os inimigos... Fez experiências e curas magnéticas nos hospitais militares em que trabalhou, aprendendo que todas as oportunidades são boas para servir.

Tanto na ida para a Europa quanto na volta à América, durante as viagens do navio, tendo comprado passagem para a terceira classe, viajou na primeira como convidado especial para dar palestras sobre filosofia, maçonaria, música e outras.

Cumprindo-se ainda o que sabia desde cedo, casou-se com uma enfermeira francesa que trabalhava na linha de frente do combate à cólera e à peste que ameaçavam a Europa do pós-guerra. Jeanne era seu nome e tinha um profundo trauma inculcado pela família, impedindo-lhe de realizar o ato matrimonial, razão pela qual não pretendia casar. Ao casar, finalmente, ela tinha 37 anos de idade e ele 22. Jeanne estava tuberculosa, mais uma razão para os seus pais não consentirem com este casamento.

Terminada a guerra, viajaram para o além mar e se instalaram em Santa Catarina, no Brasil, onde passaram a viver do trabalho que “Jehel” – nome místico que assumiu quando começou a se ocupar com o trabalho espiritual –, como Martinista e agrimensor, lhes ajudavam a sobreviver materialmente. Após sete meses de convivência como companheiros, e tendo-se transladado para o estado de Goiás, houve uma verdadeira “anunciação” por ambos presenciada. Assim, a criança foi concebida, e uma menina lhes nasceu no dia, hora e minutos em que Jehel o tinha calculado antecipadamente, dando-lhe o nome de Núnia. Pouco depois voltaram para junto a Cedaior, a Palmital (hoje município de Garuva, norte de Santa Catarina), onde havia uma colônia naturista fundada por ele. Ali Jeanne, que portava o nome místico de "Lotúsia", faleceu em conseqüência de sua doença.

Naqueles anos o Mestre teve inúmeras profissões, entre as quais pode-se contar a de agrimensor, administrador de circo (este fato curioso estava marcado em seu horóscopo), Cônsul da Alemanha em Joinville e Santa Catarina, e outras, entre as quais vendedor de seguros e fabricante de óleos lubrificantes para automóveis, em cuja fábrica havia um homem só: Ele, que ali trabalhava como químico, operário, produtor, recepcionista, vendedor, diretor e entregador de mercadoria, até que sua fábrica pegou fogo, perdendo tudo. Em meio a tudo isto, ocupava-se como Instrutor Martinista e com a Maçonaria, da qual era membro ativo.

No meio destas atividades foi quando Lotúsia teve o ataque de tuberculose que a vitimou, estando Jehel viajando. Os médicos a deram como incurável e, não havendo por perto mais parentes, deixaram à Núnia, que na época contava 14 anos, a responsabilidade de escolher qual das duas opções queria para sua mãe: sofrer ou a eutanásia. A menina resolveu corajosamente: a eutanásia. Jehel nem teve a oportunidade de voltar a tempo, nem sequer para acompanhar o enterro de Jeanne.

Jehel tinha na época um companheiro maçom, alemão, arquiteto e beberrão inveterado, cuja casa estava freqüentando. Quando este companheiro veio a falecer, vitimado por cirrose hepática, ele fez prometer Jehel que cuidasse de sua viúva. Jehel, cumprindo com a promessa, casou-se com Martha - este era seu nome - e viveram juntos, ela tornando-se discípula dele. Em Porto Alegre, onde ocorreu este episódio, Jehel viu sua vida material melhorando, e também a sua atividade como Instrutor Espiritual, havendo constantemente reuniões e eventos de cunho artístico, social e místico. Foi ali que viria a conhecer seu principal colaborador e discípulo, além de ter sido discípulo de Sri Ramana Maharishi: Assuri Kápila. A convite de Kápila, Jehel deu palestras em Montevidéu e Buenos Aires sobre diversos temas. Pouco depois transladaram suas atividades para Montevidéu, acompanhados por Núnia, onde iniciaram outro tipo de atividade.

Em Montevidéu, em maio de 1942, fundaram o Grupo Independente de Estudos Esotéricos (GIDEE), verdadeira Universidade Espiritual, onde se formou um excelente grupo de Instrutores a ensinar desde o Esoterismo Oriental e Ocidental, à Astrologia, Androgonia, Alquimia, Magia, a Kabala, Balzac, Papus e Philippe. Fundaram a revista "La Iniciación" com o lema "A todos aqueles que, cansados de aprender, desejam, por fim, saber". Esta brilhante atuação teve fim em princípios de 1948, causado provavelmente por uma desavença entre os dois companheiros. 

Núnia foi trabalhar numa casa de doces e chocolates e pouco após conheceu e casou-se com um homem bem mais maduro que ela, translandando-se o casal para Parque del Plata, Buenos Aires. 

Para poder continuar a sobreviver materialmente, o Mestre aceitou a representação dos óleos Castrol para o Uruguai, mas por alguma razão este empreendimento fracassou. Trabalhou no jornal "La Tribuna" como corretor e revisor, e à noite vendia artigos de roupas, de loja em loja. Houve épocas em que passavam fome. Certo dia, esperando o ônibus em pleno sol, Martha, que estava usando o nome místico de "Luise", caiu desmaiada - de fome. Nenhum discípulo soube disso nem sequer se lhes ocorreu perguntar ao Mestre se tinha almoçado enquanto lhes faziam perguntas de cunho espiritual, procurando usufruir da grande experiência e sabedoria que este homem possuía.

O andar do luxuoso prédio da Avenida 18 de Julio estava abandonado, e esquecido o Presidente da Ordem Martinista da América do Sul, conhecido nos círculos intelectuais como Doutor Jehel. Poucos sabem que durante este período de anos muitas coisas tinham acontecido, entre as quais o aparecimento de um senhor venerável e idoso que a ele se apresentou como emissário da Fraternidade Branca, com sede no Himalaia, também chamada de Suddha Dharma Mandalam. Trazia um pequeno baú contendo livros e documentos deste "Círculo da Lei Pura, Natural e Divina", objetos de culto e, sobretudo, o contato direto com a Hierarquia da SDM, que naquele tempo era representada pelo seu Iniciador Externo, na Índia, o Guru Subrahmanyananda, com quem Jehel passou a se comunicar espiritualmente. Mais tarde, e depois do falecimento do Guru, cuja vida foi prolongada por três vezes, Jehel foi iniciado como Representante, Iniciador Externo e Sucessor do Guru Subrahmanyananda, recebendo o nome místico de Swami Sevãnanda.

Esta era a situação após o GIDEE, quando a Providência "deu seu jeito".

Desde o ano de 1945 freqüentava as atividades do GIDEE, com evidente interesse e entusiasmo, uma jovem senhora alemã, que recebeu a Iniciação no dia 7 de setembro de 1946, recebendo o nome místico de "Sádhanã".

Em meio da crise houve, de repente, uma troca de posições, comandada pelo "Invisível": enquanto a irmã Luise aceitou, compreensiva, a necessidade de uma nova etapa na vida do Mestre, sabendo que não podia acompanhá-lo, Sádhanã aceitou ser companheira desta nova, diferente e intensa etapa. Abandonou sua florescente profissão de cabeleireira, vendeu sua casa, seu carro, compraram um "trailer" puxado por um jipe americano e o condicionaram para longa viagem, por ordem Superior, que se chamaria "Cruzada Continental de Paz Espiritual". Enquanto os discípulos do Mestre cuidavam da irmã Luise, que vivia em uma casinha na cidade de Montevidéu, Sevãnanda e Sádhanã, agora com a função de swamini da Ordem Milenar dos Renunciados de Yoga, estavam esperando o dia marcado para a partida rumo ao norte, primeiro numa linda chacarazinha de centenas de roseiras, próxima ao Rio Santa Lúcia, e depois no Parque del Plata, de onde a "Cruzada" partiu rumo ao Brasil, no dia 24 de junho de 1952, em plena Lua cheia. Com dificuldades, e parando em todas as cidades por onde passaram, divulgaram em forma de palestras o ideal do Cristo e do Mahatma Gandhi.

Em 19 de novembro de 1953 fundavam o "Monastério Essênio e Ashram de Sarva Yoga", de noite e em plena chuva, sobre 12 hectares, no município de Rezende, Rio de Janeiro, a uns 175 quilômetros da capital, que duraria até junho de 1960. Fruto da Cruzada, e apoiado por discípulos e colaboradores do Brasil inteiro, este Ashram continha diversas atividades que o Mestre dirigia com sua equipe formada por residentes: A Ordem dos Sarva Swamis, a Associação Mística Ocidental, que sintetizava as Correntes Espirituais do Oriente e do Ocidente, as mesmas que agiam dentro do GIDEE em Montevidéu e que, conhecidas mais pela sigla "AMO", divulgavam a ampla gama de ensinamentos e de sabedoria do Mestre, dentro e fora do Brasil: a Igreja Expectante, fundada por Cedaior em 1919, e mais tarde o "Movimento Alba Lucis".

Verdadeiro Guru, desenvolveu este cadinho alquímico humano levando seus discípulos à plenitude das suas próprias aptidões interiores. Este Ashram-Monastério foi a coroação da Obra "sui generis" que permanecerá nos anais da Humanidade como exemplo e como estímulo, no futuro:

                                            CUI LUMEN EI ET AMOR

Dez anos depois do fim do Monastério, que marcaram na sua vida de constante ação, pesquisa e amor à Humanidade, e que foram decisivos para um novo posicionamento individual, tendo abandonado a via voluntária, ou a Via da Direita, entregando-se completamente à Via Crística, e tendo entregue os vários movimentos de ação aos seus discípulos, retirou-se para uma pequena chacarazinha perto de Betim, Minas Gerais, onde, sob os cuidados do seu "Anjo da Guarda", a discípula Sévaki, viveu seu último e breve período de vida, quase totalmente isolado do mundo e dos seus discípulos.

Os últimos três meses foram atrozes. Faleceu na madrugada do dia 6 de novembro de 1970, no Hospital Nossa Senhora do Carmo, em Betim, da forma como anunciara já no Monastério: a absorver e aliviar as vidas dos seus discípulos para lhes aplainar a tarefa do continuar a OBRA que se dedicou a CRISTO.

QUE AS ROSAS FLORESÇAM SOBRE SUA CRUZ.

 

 

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