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Quinze
de julho de 2007, passavam nove minutos das 4 da tarde. Oitenta e
quatro anos após o início da tentativa do querido Cedaior, de
estabelecer em Santa Catarina uma Colônia Olímpica, Thoth, 3º
Patriarca Expectante, e sua fiel escudeira Ischaïa, pisaram aquelas
terras. Em meio à mata
densa, encontraram remanescentes da "Companhia Francesa", expressão
ainda hoje empregada pela população vizinha,
que praticamente nada sabe sobre o que
realmente ali se buscou fazer. Pouquíssima
coisa mudou no local desde então, como se poderá
ver nas fotos desta galeria histórica (clique aqui).Trecho da Biografia do Mestre Cedaior, descreve as condições da época: "...Finalmente, em 1923, chega ao Brasil, no estado de Santa Catarina, na cidade de Joinville, na qual, com Ida Hoffman, estabelece o que ela alegremente chamava “o Quartel General Olímpico”. Fecundas terras, com a superfície de 120 hectares (24 alqueires) compradas a 40 quilômetros da cidade, num lugar acidentado e pitoresco de nome Palmital (hoje pertencente ao município de Garuva, extremo nordeste do estado), e que se chamou a Colônia 'Monte do Sol'. Iniciam-se os trabalhos e um jovem alemão (Tuitenhof) se encarrega de tomar conta das primeiras plantações de arroz e cortes de madeira do monte da Colônia. Porém, procede sem bom senso e só abusa da hospitalidade de Ida e Cedaior, que trabalham dia e noite com lições e tocando em orquestras até de cafés para sustentar a incipiente colônia. É bom ter em conta que naquela época Ida Hoffman tinha uns 60 anos de idade e Cedaior, 51. Que ambos são europeus, de climas frios e realizam este esforço em um lugar de clima subtropical, com um entusiasmo e um espírito de sacrifício admiráveis. Como são ambos vegetarianos, resistem mais facilmente ao clima da cidade, porém na colônia a febre malária, endêmica naquela região, já se havia feito sentir...". Também a Biografia do Mestre Sevanãnda faz referência a esta passagem: "...Terminada a guerra, viajaram para o além mar e se instalaram em Santa Catarina, no Brasil, onde passaram a viver do trabalho que “Jehel” – nome místico que assumiu quando começou a se ocupar com o trabalho espiritual –, como Martinista e agrimensor, lhes ajudavam a sobreviver materialmente. Após sete meses de convivência como companheiros, e tendo-se transladado para o estado de Goiás, houve uma verdadeira “anunciação” por ambos presenciada. Assim, a criança foi concebida, e uma menina lhes nasceu no dia, hora e minutos em que Jehel o tinha calculado antecipadamente, dando-lhe o nome de Núni
Quis o Céu, queridos leitores, que pudéssemos testemunhar, Temogim,
Marianne, Cathia e eu, a emoção do nosso Patriarca ao caminhar pelo
terreno, onde ainda dá para ver as fundações do casarão e as seis
palmeiras simetricamente dispostas, como que estabelecendo uma
alameda, um umbral, na entrada da propriedade.
Não encontramos forma melhor de encerrar este relato se não voltando à Biografia de Cedaior, que diz tudo: ..."Efetivamente, Jehel e Lothusia vão se instalar em plena selva, na “Colônia Monte do Sol”. Porém, em pouco tempo, dada a mais absoluta preguiça dos poucos “colonos naturistas” que se haviam apresentado e a intensidade da febre malária que reinava, atacando aos colonos, a Lothusia e a Jehel, apesar de serem todos vegetarianos e quase exclusivamente frugívoros, Jehel se convence da inutilidade de lutar em tais condições de inferioridade. Cedaior também se cansa de lutar contra o clima demasiado quente e, de comum acordo, todos se mudam para os planaltos do Paraná, para a bonita cidade de Curitiba, na qual Cedaior já tinha relações por correspondência com o poeta e filósofo Dário Veloso...". |
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