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Há cerca
de 30 ou 40 dias, durante os preparativos para o nosso 3º
Encontro Expectante, eu disse ao Patriarca, meio sem
jeito: “Thoth, tenho meditado muito nos últimos meses...
Observei atentamente a paisagem e... (tomando coragem) eu
gostaria de ser reconsagrado ao sacerdócio do 2º grau. O que
você acha disso?”. Antes mesmo que pudesse explicar as
minhas razões, senti vir do outro lado da linha uma
reação muito positiva de meu interlocutor, que respondeu:
“Meu filho, a gente não consegue mais fazer surpresas pra
você, porque você pega no ar as coisas... Esta é uma das
surpresas que Ischaïa e eu preparávamos pra ti. Fique
tranqüilo, pois sua confirmação já está incluída na
programação do evento”.
Este é o momento de fazer um parêntesis e render as devidas
homenagens. Antes de ingressar na Egrégora Expectante,
militei em outras ordens e igrejas. Recebi, com a graça de
Deus e permissão dos Mestres, muitas sagrações e ordenações.
Não, Carolei, não sou colecionador de bulas e patentes e não
desejo enumerar nada disso aqui. Quero apenas citar que,
voltando a fita, dias atrás, percebi que a primeira de
minhas Iniciações completou 30 anos no último 6 de
agosto. Como bom discípulo, não me resta outra coisa a
dizer: amo muito o caminho que me trouxe até aqui.
Por todos os tombos, derrotas, sacudidas, broncas homéricas,
por todo o choro, a todos os meus iniciadores, mestres,
instrutores e orientadores, muito obrigado!!! O Anjo da
Providência me concedeu o privilégio de ter tido sempre
seres espiritualizados por perto de mim, em caridosa e
carinhosa observação, correção e condução. Tornei-me, enfim,
um soldado e jurei servir ao Amigo de Deus. Cá estou,
de pé e à ordem.’.
Voltando, chegou o dia da cerimônia.
Elevadíssima vibração, compromisso reforçado, votos
renovados, promessas ratificadas, Alta Magia. Sentimento de ter feito o
necessário na hora precisa. Sensação pretensiosa de que ali,
prostrado diante do Mestre, recebendo a TRANSMISSÃO,
era um indivíduo representando a todos os meus Irmãos
Expectantes. |
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Pela primeira vez na história da Igreja um Patriarca
reconsagrava um sacerdote. Como é comum nos meios
iniciáticos, havia sensitivas presentes no ritual. Uma delas
relatou suas visões ao grupo: “Tive uma vivência na
confirmação do Geraldo. Não sei o que significa, mas eu
vi, pequeno, não era muito grande não... Um ser de barbas
longas, um velho, como aquele (mago) de O Senhor dos Anéis,
um ancião... Atrás dele. Pequeno... Não era grande não, a
imagem... Depois, saíam luzes desse ancião... E em outra
hora o Geraldo estava com um capuz. Não sei o que
significa...”.
MISSÃO
AMPLIADA
Mas Ischaïa e Thoth tinham mais planos para mim. Em conversa
reservada, no Templo Cedaior, num dos intervalos,
perguntaram-me se eu aceitaria ser Adjunto da Coadjutoria
e do Patriarcado. Noooooossa! Com um nome assim tão
pomposo, fui logo lembrando ao casal Patriarcal que a
Egrégora Expectante, felizmente, conta com muitos encarnados
infinitamente mais bem preparados, com mais cancha,
quilometragem, traquejo e merecimento. Meus argumentos não
surtiram efeito nem lhes diminuiu o interesse. Insisti:
“Mestre, vocês, com isso, estão me colocando no centro do
alvo”, alusão à volúpia e cobiça que a nossa Igreja
desperta em certos seres. Nada. Ischaïa acrescentou:
“Para ser adjunto você só precisa fazer o que você já vem
fazendo e, talvez, um pouquinho mais”. Huummm...
Revisei, então, em segundos, minha breve trajetória dentro
da Egrégora. Lembrei-me da instrução fundamental: o
objetivo da Igreja Expectante é tornar homens e mulheres
mais conscientes de si mesmos. Muito bem! Ainda assim,
ousei arguir: “Mestre Thoth, antes de me fazer esse
convite o senhor consultou aqueles que estão ali, no
altar?”. Apontei para a imagem do Divino Mestre, tendo
logo abaixo Dele as fotografias do MEM Philippe, de Cedaior
e de Sevãnanda, ladeados pela figura do Anjo do Verbo.
“Eu não faço nada dentro da Igreja sem a aquiescência Deles”,
retrucou Thoth, com muita tolerância e compreensão.
Sendo
assim, pensei, quem sou eu para fugir, para negar-me?
Fiat voluntas tua. Quem poderia, em sã consciência,
intimidar-se, recolher-se diante de tamanha expressão de
confiança? Nosso Senhor Jesus-O-Cristo também escolheu os
pequenos para auxiliá-Lo. Agradeci, consultei os hemisférios
e decidi: “Em Lyon, diante do túmulo do Mestre Philippe,
no Cemitério de Loyasse, dois anos atrás, prometi ao Céu e a
mim mesmo tornar-me, um dia, digno de ser chamado um soldado
do exército Dele. Como poderia eu agora desperdiçar a
oportunidade que me estão dando? Cathia, minha companheira
de jornada, você me ajuda?” (Sim, respondeu ela,
baixando levemente a formosa cabeça). Olhei para a Matriarca
e para o Patriarca e disse: “Aceito, Mestre... Aceito,
Ischaïa. Aqui estou, continuo, de pé e à ordem, na medida de
minhas forças e imperfeições”.
No dia 3
de agosto de 2008 minha nomeação como, vamos lá de novo,
ADJUNTO DA COADJUTORIA E DO PATRIARCADO, foi registrada na
Ata de nº 39 do Livro da Igreja, cuja lavração foi iniciada
pelo próprio Swami Sevãnanda, segundo o disposto na Ata de
nº 28. Como você pode ver e sentir nesta página, Carolei, eu
só preciso de UMA, mas estou cercado de razões,
internas e agora externas, incontáveis e incomensuráveis
razões para ficar e trabalhar. Que meu discipulado possa ser
útil à Obra e ao Plano. E você, a quem você vai servir? |