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RETRATO DE MÃE
(Colaboração da Sacerdotisa Veronica Sprung Miyata, Núcleo Expectante
Joinville)
Uma simples mulher que, pela
imensidão de seu amor,
tem um pouco de Deus;
Pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo;
Que, sendo moça, pensa como anciã:
Sendo uma anciã, age com todas as forças da juventude;
Quando ignorante, melhor do que qualquer sábio,
desvenda os mistérios da vida;
Quando sábia, assume a simplicidade das crianças.
Pobre, sabe enriquecer-se com a
felicidade dos que ama;
Rica, empobrece-se para que seu coração não sangre ferido pelos
ingratos;
Forte, estremece ao choro de uma criança;
Fraca, entretanto, se alteia com a bravura dos leões.
Viva, não lhe sabemos dar valor;
Porque, a sua sombra, todas as dores se apagam;
Morta, tudo o que somos e tudo o que temos
daríamos para vê-la de novo e dela receber um
aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios.
Não exijam de mim que diga o nome dessa mulher, se não quiserem que
ensope de lágrimas este álbum, porque eu a vi passar em meu caminho.
Quando crescerem vossos
filhos, leiam para eles esta página.
Eles vos cobrirão de beijos a fronte e vos dirão que um pobre
viajante,
em troca de suntuosa hospedagem recebida,
aqui deixou para todos o retrato de sua própria mãe.
Este é também o seu retrato.
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