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Convencionou-se chamar de bodas de pérolas trinta anos de
comemoração de alguma data. Diz a lenda que as pérolas nasceram do sofrimento de nossa mãe Eva quando chorou a perda do seu filho Abel. Suas lágrimas foram recolhidas por uma concha que as transformou em pérolas e as escondeu no fundo do oceano. As pérolas possuem uma história de fascinação e riqueza. Antigamente, muito mais do que hoje, as pérolas eram consideradas tesouros com valor inestimável. O livro sagrado da Índia, cheio de épicos, faz muitas referências às pérolas. Os romanos e os egípcios valorizavam as pérolas mais do que qualquer outra gema. Para convencer Roma de que o Egito possuía prosperidade acima de qualquer conquista, Cleópatra apostou com Marco Antônio que ela poderia dar o jantar mais caro da história. Assim, Cleópatra apareceu com um prato vazio e um jarro de vinho. Ela esmagou uma grande pérola de um par de brincos, dissolveu no líquido e tomou. Marco Antônio admitiu que ela realmente ganhara a aposta. Na Bíblia, Jesus compara a sabedoria e os bens espirituais às pérolas e adverte que elas não sejam desperdiçadas.
E o que é a pérola? Quando um grão de areia a penetra, as células do Nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra.
Nesses trinta anos de sacerdócio muitos mergulhos no profundo oceano
da vida nos levaram a colher pérolas, muitas pérolas... É um processo sofrido? Sim. Porém, se a ostra não for ferida jamais produzirá pérolas.
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