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“A Igreja Expectante será uma igreja minoritária”, vaticinou o Mestre Cedaior, diante de oito ilustres testemunhas, no ato de criação da nossa Egrégora, em 1919. Entre os co-fundadores, seu filho Jehel, mais tarde Sri Sevãnanda Swami, 2º Patriarca Expectante. Foi o Mestre Sevãnanda que transmitiu esta passagem a Thoth, o 3º Patriarca, que hoje está abrindo o 3º Encontro Expectante, em Guarapari-ES, na presença de 11 participantes vindos do Sul e Sudeste do Brasil, sacerdotes e noviços. Às vésperas de completar 90 anos de fundação, a fotografia oficial do evento comprova mais uma vez o que Cedaior havia previsto: a Igreja Expectante é uma igreja para pequenos grupos. Neste caso, onze esforçados discípulos, com imensa responsabilidade sobre as costas, no entorno do Mestre.
Mas
por quê? Afinal, o que o insigne Cedaior quis dizer com
“minoritária”? Queria ele posicionar o Expectantismo como um reduto
elitista e segregador? Não! Com a célebre afirmativa, o Mestre nos
instruía de que naquele momento nascia uma igreja nada fácil de
seguir. Simplesmente porque não vende indulgências e não promete
nada a ninguém. Uma igreja assim concebida (e recebida), por
natureza, jamais será voltada às multidões. Aqui o indivíduo é
amorosamente acolhido, estimulado e ensinado a combater e dominar os
seus próprios dragões. Luta sem fim que só ele mesmo pode
empreender. Mas logo percebe que a tarefa é hercúlea, pois ser um
Expectante é olhar para dentro e enfrentar o egoísmo, o orgulho, a
vaidade e toda sorte de baixezas humanas, que abrigamos, colhendo pequenas, mas
animadoras vitórias a cada batalha honesta. Ser um Expectante é
empregar com inteligência e denodo as inúmeras oportunidades de
AGIR, no dia a dia, em favor do próximo e na vigilância sobre si
mesmo. Faz 55 anos que Thoth conheceu o Mestre Sevãnanda, em Belo Horizonte, e passou a segui-lo como um cão segue a seu pastor. Já como sucessor e Patriarca, divulgando a Obra desde 1970, tendo inclusive renunciado a sua fortuna pessoal, Thoth atraiu, cada um a seu tempo, colaboradores próximos que lhe reforçaram o ímpeto e a esperança de entregar, à futura Matriarca, além do cajado, auxiliares sinceros e comprometidos. Mas o “ceifador” encarna de quando em vez e a maioria vai ficando pelo caminho. “Muitos foram aqueles que se me aportaram com a ganância necessária de usurpação de poder. Todos foram naturalmente rechaçados pelas forças superiores”, relata o velho Mestre, que completará 93 anos em novembro. Lamentável, como ele mesmo constata, “é ter tanto para ensinar e não ter ninguém que queira aprender”. Com tristeza no olhar, Thoth corrige-se a tempo: “Ter... Até tem... Querer... Até querem... Mas com limitações”. Eis o desafio para os que conseguiram se abaixar antes de a foice passar. |
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